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Frases de Milton Friedman

Milton Friedman (1912-2006) foi um dos mais influentes economistas do século XX e foi o fundador da Escola de Chicago, que é uma escola de pensamento econômico que defende o livre mercado. Devido às suas realizações e estudos nas áreas de análise de consumo e teoria monetária, recebeu o Prêmio Nobel de Economia em 1976.

Figura 1 – Milton Friedman

Friedman destacou-se por defender a liberdade econômica com mínima participação do Estado, Estado mínimo, defesa da democracia, valorização da livre concorrência, economia de Mercado como fonte para a prosperidade do país e das pessoas e redução de impostos. O Rodrigo Constantino elencou algumas frases que sintetizam o pensamento daquele economista:

O governo tem três funções principais. Deve providenciar a defesa militar da nação. Deve fazer cumprir contratos entre indivíduos. Deve proteger os cidadãos de crimes contra eles próprios ou seus bens.

Quando o governo – em nome de boas intenções – tenta reorganizar a economia, legislar a moralidade ou proteger interesses especiais, o resultado é a ineficiência, a falta de motivação e a perda de liberdade. O governo deve ser um árbitro, não um jogador ativo.

Subjacente à maioria dos argumentos contra o livre mercado, está a falta de crença na própria liberdade.

Se você colocar o governo federal para gerir o deserto do Saara, em 5 anos haverá escassez de areia.

A grande virtude de um sistema de livre mercado é que nele ninguém se importa com a cor das pessoas; Não se importa com a religião delas; Só o que importa é se elas podem produzir algo que você deseja comprar. É o sistema mais eficaz que descobrimos para permitir que pessoas que se odeiam se entendam e se ajudem mutuamente.

Uma sociedade que coloca a igualdade – no sentido de igualdade de resultados – antes da liberdade, acabará sem igualdade e sem liberdade. O uso da força para alcançar a igualdade destruirá a liberdade, e a força, introduzida para o bom propósito, acabará nas mãos das pessoas que a usam para promover seus próprios interesses.

O fato central mais importante sobre um mercado livre é que nenhuma troca ocorre, a menos que ambas as partes se beneficiem.

Muitas pessoas querem que o governo proteja o consumidor. Um problema muito mais urgente é proteger o consumidor do governo.

Ninguém gasta o dinheiro de outra pessoa tão cuidadosamente quanto gasta o seu. Então, se você quer eficiência e eficácia, se quiser que o conhecimento seja utilizado corretamente, você deve fazê-lo por meio da propriedade privada.

A liberdade política significa ausência de coerção de um homem por seus semelhantes. A ameaça fundamental à liberdade é o poder de coagir, seja nas mãos de um monarca, um ditador, uma oligarquia ou uma maioria momentânea. A preservação da liberdade exige a eliminação de tal poder na maior extensão possível, além da dispersão e distribuição de todo poder que não possa ser eliminado.

Uma lei de salário mínimo é, na realidade, uma lei que torna ilegal o empregador contratar uma pessoa com habilidades limitadas.

Um dos grandes erros é julgar políticas e programas por suas intenções, em vez de seus resultados.

O papel apropriado do governo é exatamente o que John Stuart Mill propôs em meados do século XIX… O papel apropriado do governo é proteger os indivíduos uns dos outros. O governo, ele disse, não tem o direito de interferir com um indivíduo para o bem desse indivíduo.

Eu diria que, neste mundo, a maior fonte de desigualdade tem sido os privilégios especiais concedidos pelo governo.
Nada é tão permanente quanto um programa de governo temporário.

Temos um sistema que cada vez mais tributa o trabalho e subsidia o não trabalho.

As drogas são uma tragédia para os adictos. Mas criminalizar seu uso converte essa tragédia em um desastre para a sociedade, para usuários e não usuários. Nossa experiência com a proibição de drogas é uma repetição da nossa experiência com a proibição de bebidas alcoólicas.

Eu sou favor de reduzir impostos sob qualquer circunstância, qualquer pretexto ou motivo, e sempre que possível.

Para o homem livre, o país é a coleção de indivíduos que o compõe, não algo além e acima deles. Ele se orgulha de uma herança comum e é fiel às tradições comuns. Mas ele considera o governo como um meio, uma ferramenta, não uma entidade concedente de favores e presentes, nem um senhor ou um deus a ser adorado e servido cegamente.

A combinação do poder econômico e político nas mesmas mãos é a receita certa para a tirania.

Fundamentalmente, existem apenas duas formas de coordenar as atividades econômicas de milhões de indivíduos. Uma é direção centralizada, envolvendo o uso da coerção – a técnica da força e do estado totalitário moderno. A outra é a cooperação voluntária dos indivíduos – a técnica do mercado.

A solução do governo para um problema geralmente é tão ruim quanto o problema.

Com algumas exceções notáveis, os empresários favorecem a livre iniciativa em geral, mas se opõem a ela quando se trata de si mesmos.

Sou a favor da legalização das drogas. De acordo com meus valores, se as pessoas querem se matar, eles têm todo o direito de fazê-lo. A maior parte do dano que vem das drogas é porque elas são ilegais.

A inflação é a única forma de tributação que pode ser imposta sem legislação.

Penso que uma das principais razões pelas quais os intelectuais tendem a se mover para o coletivismo é que a resposta coletivista é simples. Se houver algo errado, passe uma lei e faça algo sobre isso.

A história sugere que o capitalismo é uma condição necessária para a liberdade política. Claramente, não é uma condição suficiente.

Mesmo o ambientalista mais radical não quer eliminar a poluição. Se ele pensa sobre isso – e não apenas fala sobre isso -, ele quer limitar a poluição a uma certa quantidade. Nós não podemos realmente nos dar ao luxo de eliminá-la – não sem abandonar todos os benefícios da tecnologia que não só desfrutamos, mas de que dependemos.

A visão chave da Riqueza das Nações de Adam Smith é bastante simples: se uma troca entre duas partes é voluntária, isso não ocorrerá a não ser que ambas as partes acreditem que se beneficiarão disso.

A Grande Depressão, como a maioria dos outros períodos de desemprego severo, foi produzida pela má gestão do governo e não por qualquer instabilidade inerente da economia privada.

Se a liberdade não fosse tão economicamente eficiente, certamente não teria chance.

A inflação é sempre e em todos os lugares um fenômeno monetário, no sentido de que é e pode ser produzida apenas por um aumento mais rápido da quantidade de dinheiro do que da produção. … Uma taxa constante de crescimento monetário em um nível moderado pode fornecer um quadro sob o qual um país pode ter pouca inflação e muito crescimento. Não produzirá a estabilidade perfeita; Não produzirá o céu na terra; Mas pode contribuir de forma importante para uma sociedade econômica estável.

Somente o governo pode pegar um papel perfeitamente bom, cobri-lo com tinta perfeitamente boa e tornar a combinação sem valor.

Como vivemos em uma sociedade em grande parte livre, tendemos a esquecer o quão limitado é o período de tempo e a parte do globo para o qual existe alguma coisa como liberdade política: o estado típico da humanidade é a tirania, a servidão e a miséria.

Existem limites severos para o bem que o governo pode fazer pela economia, mas quase não há limites para os danos que pode causar.

A Grande Depressão nos Estados Unidos foi causada – e não digo apenas causada, foi enormemente intensificada e muito pior do que teria sido pela má política monetária.

A grande virtude da livre iniciativa é obrigar as empresas existentes a atenderem as demandas do mercado de forma contínua, produzindo produtos que atendam aos gostos dos consumidores com o menor custo possível, sob o risco de serem eliminadas pelo mercado. É um sistema de lucros e perdas. Naturalmente, as empresas existentes geralmente preferirão vencer a concorrência de outras maneiras. É por isso que a comunidade empresarial, apesar de sua retórica, sempre foi uma grande inimiga do verdadeiro livre mercado.

Reduzir os gastos e a intervenção do governo na economia quase certamente implicará uma perda imediata de curto prazo para poucos, e um ganho de longo prazo para todos.

Como é que pessoas pensantes podem acreditar que o governo – que não consegue gerir decentemente nem uma empresa de correio – possa fornecer gasolina e energia mais eficientemente do que a Exxon, a Mobil, a Texaco, a Gulf e outras?
Uma das razões pelas quais eu sou a favor de menos governo é porque, quanto mais governo tivermos, mais as grandes corporações irão assumi-lo.

Se você paga as pessoas para não trabalhar…, não se surpreenda se você obtiver desemprego.

Os economistas podem não saber muito. Mas conhecemos uma coisa muito bem: como produzir excedentes e escassez. Você quer um excedente? O governo legisla um preço mínimo acima do preço que, de outra forma, prevaleceria. É o que fizemos em um momento ou outro para produzir excedentes de trigo, de açúcar, de manteiga, de muitas outras commodities. Você quer escassez? O governo legisla um preço máximo, abaixo do preço que de outra forma prevaleceria.

A principal base para a minha oposição à proibição da maconha não foi o fato de que isso não funcionou, o fato de ter produzido muito mais mal do que bem – foi principalmente por uma razão moral: acho que o estado tem tanto direito de me dizer o que colocar na minha boca, quanto tem para me dizer o que dela pode sair.

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O Centenário de Roberto Campos

Roberto Campos, Bobby Fields para os comunistas e para os socialistas carnívoros, foi um economista, diplomata e político brasileiro que ocupou os cargos de deputado federal, senador e ministro do Planejamento no governo de Castello Branco. Com frequência, vejo referências a ele quase como uma lanterna a iluminar debates sobre economia quando a centralização estatal dos progressistas autoritários é confrontada pelo liberalismo econômico. Para homenagear o centenário de um dos mais brilhantes pensadores brasileiros, o jornalista Augusto Nunes listou 20 frases de Roberto Campos que nos ajudam a ter uma ideia de como ele pensava. Como disse Churchill, “frases nos fazem pensar”.

Figura 1 – Roberto Campos

Todos sabemos que a ajuda externa não pode substituir em nenhum país o esforço próprio da economia, do qual depende fundamentalmente o desenvolvimento econômico.

Contemplando nossa paisagem, onde sobram vestígios de persistente irracionalidade no trato de certos problemas, como o desenvolvimento petrolífero ou o controle populacional, assaltam-me frequentemente cruéis dúvidas sobre os instintos democráticos do Criador, na distribuição de talento.

Para Karl Marx a ditadura do proletariado seria apenas um estágio na evolução dialética. Abolidas as classes e a propriedade privada, assistiríamos ao ‘fenecimento do Estado’ e a floração da liberdade. Infelizmente Marx era bom filósofo, medíocre profeta e mau político.

O desafio brasileiro é dual: elevar o nível de renda por habitante e diminuir a brecha que nos separa dos países mais industrializados. O primeiro objetivo visa a evitar a mutilação da pessoa humana pelo espectro da pobreza. O segundo é um requisito de poder nacional e um antídoto para o ressentimento e frustração oriundos da inferioridade econômica.

Há um sério desafio à diplomacia latino-americana. Sobram construtores de muros. Precisa-se urgentemente de construtores de pontes.

A psicologia de berçário, que herdamos do hino nacional (‘gigante … deitado eternamente em berço esplêndido…’) e o ufanismo das riquezas naturais (as quais são apenas recursos à espera de investimentos), que mamamos nos livros escolares, têm agido como narcotizantes da vontade nacional de desenvolvimento, transformando-nos no país do futuro, enquanto afanosamente conquistam o presente. Infelizmente, como já disse alhures, a chupeta do otimismo é mau substituto para a bigorna do realismo.

O importante para nós é maximizar a velocidade do crescimento da renda, da criação de empregos, da absorção de tecnologia. O resto é sentimentalismo.

São cinco as potências que dispõem de armas nucleares, multiplicando a tentação da imprudência e o risco de acidentes. Há demasiadas mãos no gatilho neste pobre planeta.

Persistem em nossa cultura e em nosso caráter elementos antagonísticos ao desenvolvimento. O primeiro desses elementos é o baixo nível de racionalidade de nosso comportamento, associado talvez ao tipo de educação beletrista e memorativa. A capacidade de exteriorizar emoções é mais prezada que a capacidade de resolver problemas.

No socialismo as intenções são melhores que os resultados, e no capitalismo os resultados melhores que as intenções.

No primeiro quarto deste século, vingou a utopia socialista. O segundo quarto assistiu ao nascimento, paixão e morte do nazifascismo. No terceiro quarto, capitalismo e comunismo se digladiaram na guerra fria. Neste último quarto de século, os velhos ‘ismos’ cada vez mais cedem lugar ao liberalismo.

A diplomacia é como um filme pornográfico: é melhor participar do que assistir.

A Revolução Francesa declarou os direitos do homem, mas certamente não os praticou. Só quase um século depois é que a França descobriria a democracia. Agora, que foi um bom artigo de exportação, isso foi… Várias revoluções do mundo nela buscaram inspiração, inclusive as revoluções latino-americanas, que nunca se celebrizaram pela tenacidade democrática ou sua afeição aos direitos humanos. O diabo das revoluções é que têm um ‘r’ demais.

Marx foi o pior dos profetas: vaticinou a explosão do capitalismo e o que ocorreu foi a implosão do socialismo. Aliás, o iracundo profeta que denunciou a espoliação burguesa era um espoliador nato. Vivia às custas de Engels e, em vez de botar salário no bolso de sua pobre empregada em Londres, botou-lhe um filho no ventre.

A vantagem do capitalismo é que, por ter exemplos de sucesso, admite fracassos e tem mecanismos de correção. Para os socialistas, ao invés, o fracasso é apenas um sucesso mal explicado.

Os comunistas brasileiros têm razão ao dizer que não é verdade que comam criancinhas. No ‘socialismo real’ a preferência histórica é por matar adultos.

No Brasil quase todos os presidenciáveis falam no capitalismo, conquanto não se saiba bem se querem a cabeça ou gostam do bolso dos capitalistas.

Se me perguntassem sobre o nível do debate econômico do país, eu diria que é uma razoável aproximação do Q.I. das ameba.

O Brasil é a grande amante de todos nós. Continuaremos amando-a, ainda que corneados.

É uma ilusão dos nossos esquerdistas imaginarem, idilicamente, que em 1964 havia uma opção entre uma democracia liberal e uma democracia social. A opção era entre dois autoritarismos, o da esquerda, ideológico, feroz, capaz de levar pessoas para o paredón, que levaria anos e anos para se autodestruir, e o da direita, envergonhado, encabulado, que toda hora falava em democracia, que procurava pelo menos manter o ritual de eleições, procurava manter o Congresso aberto. Essa era a real opção.

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O Louco e seus Parafusos

Escrevi a Licão do Abacaxi nos primeiros meses de vida desse blog em 2009. Desde 2011 aquele artigo é, diariamente, o que tem a maior quantidade de visualizações. O interessante é que o artigo não tinha nada de pretensioso – apenas compartilhei uma história que meu pai contou. Como meu pai fez sucesso nesse espaço, segue uma piada que ele me contou faz muitos anos. Essa piada não é da autoria dele, assim como a história do abacaxi também não era.

O pneu de um fusca furou em frente à um manicômio. O motorista se descuidou enquanto colocava o estepe e os quatro parafusos da roda caíram em um bueiro.

– E agora, o que faço? – perguntou em voz alta o infeliz motorista.

Um louco observava a cena de cima do muro do manicômio. De lá ele disse:

– Amigo, por que você não tira um parafuso de cada uma das outras três rodas e segue viagem com três parafusos em cada uma das quatro rodas? Depois você compra quatro parafusos e recoloca.

– Boa ideia! Mas se você é tão inteligente, por que está aí?

– Sou louco, mas não sou burro.

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Como Maximizar Suas Chances de Vitória no Jogo da Velha

O Jogo da Velha é um passatempo popular jogado em várias partes do mundo. O tabuleiro tem 3×3 casas, ou seja, nove espaços – muito mais avançado que um tabuleiro de xadrez para principiantes. Com o advento da tecnologia, os brasileiros se acostumaram a chamar a tecla sustenido (#) de “jogo da velha” e mais recentemente de hashtag. É possível que no futuro o jogo passe a ser chamado de Hashtag Gigante.

O Jogo da Velha deve ser jogado a dois. Um jogador marca “X” e o outro marca “O“. Vence o jogador que fizer três marcas consecutivas na horizontal, na diagonal ou na vertical. O jogo é considerado “travado” se uma trinca não puder ser alcançada. A dica é visualizar triângulos retângulos sobre o tabuleiro e tentar dominar um cateto ou a hipotenusa.

Vamos analisar as estratégias para um bom início de jogo nos dois contextos possíveis: naquele em que seu adversário começa jogando e naquele em que você começa jogando. Para isso, vamos dividir o tabuleiro em quadrantes:

velha

Quando seu adversário começa jogando

1. O seu adversário começando pelo meio (2-2)

v1

Evitar: Você não deve jogar nas extremidades verticais (1-2)(3-2) ou horizontais (2-1)(2-3)

Fazer: Você deve jogar nas extremidades diagonais (1-1)(1-3)(3-1)(3-3)

2. O seu adversário começando por uma extremida vertical (1-2)(3-2) ou horizontal (2-1)(2-3)

v2

Evitar: Você não deve jogar nas extremidades perpendiculares adjacentes. Ex: Se o adversário jogar em (2-3), você não pode jogar em (1,2) e nem (3,2)

Fazer: Você deve jogar nas extremidades diagonais (1-1)(1-3)(3-1)(3-3), no meio (2-2) ou na extremidade oposta à que ele jogou

3. O seu adversário começando por uma extremida diagonal (1-1)(1-3)(3-1)(3-3)

v3

Evitar: Você não deve jogar nas extremidades diagonais (1-1)(1-3)(3-1)(3-3), nas extremidades verticais (1-2)(3-2) e nem nas extremidades horizontais (2-1)(2-3)

Fazer: Você só pode jogar no meio (2,2)

Quando você começa jogando

1. Você jogou em uma das extremidades diagonais (1-1)(1-3)(3-1)(3-3) e seu adversário jogou no meio (2-2)

v4

Fazer: Você deve jogar na extremidade oposta à sua primeira jogada

2. Você jogou em uma das extremidades diagonais (1-1)(1-3)(3-1)(3-3) e seu adversário jogou em uma das outras extremidades diagonais livres (1-1)(1-3)(3-1)(3-3)

v5

Fazer: Você deve jogar na extremidade oposta à sua primeira jogada

3. Você jogou no meio (2-2) e seu adversário jogou em uma das extremidades verticais (1-2)(3-2) ou horizontais (2-1)(2-3)

v6

Fazer: Você deve jogar na extremidade diagonal (1-1)(1-3)(3-1)(3-3) adjacente à extremidade vertical (1-2)(3-2) ou horizontal (2-1)(2-3) em que ele jogou

Referências

1. [https://www.youtube.com/watch?v=pdM5y5KJQCE]
2. [https://www.youtube.com/watch?v=qAB40S0ectI]
3. [https://www.youtube.com/watch?v=qjpYQVxHE_s]
4. [https://www.youtube.com/watch?v=Jt0wjHLTcFs]
5. [http://www.oblogdomestre.com.br/2015/09/OrigemDoNomeJogoDaVelha.html]

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Millennium

Gosto bastante de livros e filmes cujo tema seja a viagem no tempo. É muito interessante refletir sobre os dilemas morais dos viajantes do tempo que têm em suas mãos a possibilidade de alterar acontecimentos do passado da humanidade ou do passado deles próprios. Em várias histórias, demonstra-se de forma acidental as implicações do Paradoxo do Avô como na ótima trilogia De Volta Para o Futuro. Nessa busca por histórias sobre viagem no tempo, com alguma frequência esbarro em algumas bem ruins, como foi o caso de Millennium.

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Nessa história, a humanidade enfrentava um grande problema mil anos no futuro: os seres humanos perderam a capacidade de reprodução. Com o risco iminente de desaparecimento da raça humana, uma equipe especializada fazia incursões no passado para resgatar e levar para o futuro os passageiros dos vôos que terminariam de forma trágica antes que os acidentes ocorressem. No lugar desses passageiros, os viajantes do tempo implantavam clones sem mente e os caracterizavam com utensílios e demais objetos pessoais dos passageiros “resgatados”. Esse “resgate” me lembrou o filme Freejack, que tem a participação do “grande ator” Mick Jagger.

O curioso é que mil anos no futuro permitiram a criação de autômatos quase humanos, viagens no tempo e cópias genéticas de seres humanos, mas parece que não houve tempo suficiente para resolver o principal problema que nossos descendentes estavam enfrentando: reprodução. A única explicação para esse insucesso tecnológico tem a ver com algum evento inesperado ou uma combinação de variáveis que causaram a esterilização em massa. Seja o que for, certamente ocorreu em um curto espaço de tempo, o que explica o desespero para repovoar a Terra e o simples fato de ainda existirem humanos daqui a mil anos, pois logicamente eles são nossos descendentes.

Voltando para a história, Bill Smith, interpretado por Kris Kristofferson, era um investigador de desastres aéreos que foi encarregado do último acidente com um 747. Engenheiros mostraram a ele relógios digitais das vítimas que estavam decrementando o tempo segundo a segundo – estavam retrocedendo o tempo. Um cientista tinha a posse de um artefato esquecido por um viajante do tempo, o que o levou a formular a hipótese convergente que intrigou o investigador. Em várias ocasiões, uma mulher – uma viajante do tempo – onipresente e aparentemente onisciente tentava dissuadi-lo de sua investigação, pois cada passo dado gerava um paradoxo que causava impacto direto no futuro na forma de timequakes. Esses timequakes também não faziam muito sentido na história, pois se materializavam como tremores de terra, mas não causavam nenhuma alteração naquele futuro. De acordo com a teoria do multiverso, uma alteração no passado geraria uma nova linha do tempo mantendo intacta a linha original.

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Em muitos dos filmes com essa temática, os personagens se policiam para não causar paradoxos. Alguns desses personagens são até taxativos: não temos o direito de alterar a história. Porém, entendo que a simples aparição de um viajante do tempo, mesmo que seja mero espectador, já causa alteração na história: ele ocupa lugar no espaço, ele deixa células da pele no ambiente, ele respira e até tira fotos:

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Por fim, a viajante do tempo leva Bill para o futuro. Essa ação potencializou um timequake, que se tornou devastador. Antes da destruição do mundo, o casal atemporal é enviado para um passado remoto dando a impressão de um recomeço no estilo Adão e Eva. Para reforçar essa impressão, o robô Shelldon, que era uma mistura macabra de Homem de Lata e C-3PO, proferiu uma adaptação da famosa frase de Winston Churchill – essa frase foi dita originalmente após a primeira vitória aliada contra os nazistas em El Alamein no norte da África – fazendo com que o velho Primeiro Ministro Britânico rolasse no túmulo:

Esse não é o fim. Esse não é o início do fim. Esse é o fim do início.

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A Resposta Para a Vida, o Universo e Tudo Mais

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Faz alguns anos, um colega encontrou um método perdido no meio de uma classe que recebia um parâmetro inteiro, mas não fazia nada com ele:

public void fazAlgumaCoisa(int valor){
   // Faz algumas coisas, mas nada que precise do parâmetro 'valor'
}

Ele encontrou o único ponto em que o método era utilizado. O método recebia um valor hard code que aparentemente não tinha significado:

(...)   
fazAlgumaCoisa(42);
(...)

Por que 42 e não um número mais engraçado como 171 ou 24 ou mesmo algum número primo, um quadrado, um cubo ou coisa parecida? Em uma conversa de almoço, esse colega levantou o assunto e um outro colega explicou que 42 era:

A resposta para a vida, o universo e tudo mais

O Guia do Mochileiro das Galáxias

Trata-se do início de O Guia do Mochileiro das Galáxias, um livro escrito em 1979 por Douglas Adams, que é o início de, segundo o autor, uma “trilogia em cinco partes”. Quando li, me pareceu uma paródia de A Fundação, a grande obra de Isaac Asimov.

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Não vou fazer Spoiler da história inteira, mas preciso fazer um resumo da parte que trata especificamente do número 42:

Há muito tempo, em um planeta desconhecido existente em outra dimensão, uma raça de seres hiperdimensionais ficou tão de saco cheio de tentar achar a resposta para o Vida, o Universo e Tudo Mais que resolveu construir um super computador capaz de calcular uma resposta definitiva para essa pergunta. Chamaram esse computador de Pensador Profundo. 7,5 milhões de anos depois, o Pensador informa que a resposta é 42 porque eles não fizeram a pergunta certa e nem seriam capazes de fazê-la. Para calcular a pergunta, o Pensador informa que deveria ser construído um computador ainda mais avançado do que ele. Esse computador era a Terra e era tão grande que eles teriam que operar de dentro em forma de ratos hiperinteligentes. Muitos confundiram esse computador com um planeta. Infelizmente, a Terra foi destruída pelos vogons cinco minutos antes de finalizar o cálculo da pergunta.

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Abaixo, as curiosidades que encontrei sobre o número 42 no Numberphile:

  • Se você dobrar uma folha de papel 42 vezes, a altura será suficiente para atingir a Lua;
  • Se você digitar no Google “a resposta para a vida o universo e tudo mais”, a resposta do Google Calculator será 42;
  • 42 é um número prônico (produto de dois números inteiros consecutivos), pois é resultado de 6 x 7;
  • 42 é escrito como 101010 em binário;
  • 42 é um número primário pseudo-perfeito, pois a soma do inverso dos fatores primos que o compõe (2x3x7) somado ao inverso do próprio 42 resulta em 1: 1/2 + 1/3 + 1/7 + 1/42 = 1;
  • 42 é número de Harshad, pois a soma de seus dígitos (6) é um divisor do próprio número

Achou que alguma dessas curiosidades é interessante? Agora esqueça todas elas! O próprio autor, para tristeza dos nerds, explica o motivo da escolha do 42:

A resposta é muito simples. Foi uma brincadeira. Tinha que ser um número, um ordinário, pequeno e eu escolhi esse. Representações binárias, base 13, macacos tibetanos são totalmente sem sentido. Eu sentei à minha mesa, olhei para o jardim e pensei “42 vai funcionar” e escrevi.

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Como Jogar Pedra, Papel, Tesoura, Lagarto, Spock

Pedra, papel, tesoura, lagarto, Spock é uma expansão do clássico pedra, papel e tesoura. Atua sob o mesmo princípio básico, mas inclui outras duas armas: o Lagarto (a mão em forma de uma boca de fantoche) e Spock (a mão imitando uma saudação dos vulcanos em Star Trek), o que reduz as chances de uma rodada terminar em um empate. Esse jogo foi inventado por Sam Kass e Karen Bryla e o nome original é “Rock Paper Scissors Lizard Spock“.

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As regras foram explicadas por Sheldon Cooper em um episódio do The Big Bang Theory:

  • Tesoura corta papel
  • Papel cobre pedra
  • Pedra esmaga lagarto
  • Lagarto envenena Spock
  • Spock esmaga (ou derrete) tesoura
  • Tesoura decapita lagarto
  • Lagarto come papel
  • Papel refuta Spock
  • Spock vaporiza pedra
  • Pedra quebra tesoura

Lagarto envenena Spock é fácil de explicar. Há espécies de lagartos, como o Dragão de Komodo, que são venenosas, mas por que Papel refuta Spock? Isso me deixou intrigado. Essa tradução não ficou muito boa, pois no original a palavra é disprove, que significa “mostrar que alguma coisa é falsa ou incorreta”. Ainda parece estranho.

Achei duas explicações para isso. Na primeira, o “papel” é uma certidão de nascimento. Lá está escrito Leonard Simon Nimoy, nascido em 26 de março de 1931, Boston, Massachusetts, EUA. Isso provaria que Spock não existe. A segunda explicação consiste em pensar no Spock como um cientista. Como você vence um cientista? Publicando um artigo (papel) que prove que suas pesquisas ou descobertas estão erradas.