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O Formato das Gotas de Chuva

No programa Provocações, apresentado pelo “perito em provocações” Antônio Abujamra, o professor Rubem Alves (1933-1914) foi convidado para falar sobre Educação, essa “palavra” tão machucada, segundo Abujamra. O professor disse, de forma muito sagaz, que a educação é baseada em provocação: os professores devem provocar os alunos para despertar neles a curiosidade e a vontade de aprender e os alunos devem provocar os professores com perguntas que os façam refletir sobre o conhecimento que possuem e sobre a melhor forma de compartilhá-lo. O professor Rubem disse que já conduziu uma aula em uma banheiro – sim, isso mesmo – para fazer com que os alunos entendessem os problemas ambientais decorrentes da produção de lixo pela sociedade. Ele também contou que certa vez sua filha adotiva quis saber, sobre a história da Cinderela, o porquê de todos os objetos (carroça, cavalos, roupas, etc) voltarem ao normal ao badalar da meia noite enquanto os sapatinhos de cristal se mantinham de cristal.

O professor medíocre conta. O bom professor explica. O professor superior demonstra. O grande professor inspira.

William Arthur Ward

Esse tipo de questionamento, que as crianças fazem com naturalidade, deveria ser feito com muito mais frequência pelos adultos. Estou propenso a acreditar que as crianças nasçam filósofas, como diria Platão, devido unicamente às suas tendências de se espantarem com o mundo, mas não acredito que sejam cientistas em estado bruto ou puro, pois acreditar nisso implicaria em tirar o mérito de pessoas que se esforçaram durante décadas estudando, experimentando, errando, acertando e adquirindo conhecimento para realizarem um ideal ou acabarem fazendo alguma descoberta que melhore nossa qualidade de vida. Na verdade, essa, vamos dizer assim, facilidade que as crianças têm vem do fato de que elas ainda não estão imersas na vida complexa que nós adultos levamos, ainda não estão impregnadas com os nossos preconceitos e nem têm as grandes responsabilidades que por vezes temos que assumir. É por isso que elas podem ver o mundo que as cerca de forma mais simples e até absurdamente óbvia. Com que desenvoltura você responderia a uma criança como ela nasceu?

Nesse artigo, trago uma curiosidade que vai te provar que nós não estamos refletindo sobre nosso cotidiano e nem sobre a natureza que nos cerca, como naquele caso do porquê de ser mais frio no alto das montanhas do que ao nível do mar ou sobre as dimensões do papel A4. Pense no formato de uma gota de chuva. Com essa imagem em mente, pegue papel e caneta e desenhe uma gota de chuva caindo – pode desenhar nuvem e o que mais você quiser. É bastante provável que você tenha desenhado uma forma que tenha a parte de baixo arredondada e que vai se afinando até a parte de cima [2]. Algo assim:

Figura 1 – A gota de chuva que você imaginou e desenhou

Pensamos, de forma automática, que as gotas de chuva têm uma aparência esticada, arredondada em baixo e que vai afinando até a parte superior [3]. Esse formato é mais associado à emoção do que à experiência sensorial: a chuva nos desperta nostalgia e talvez tristeza e faz sentido associarmos essas emoções às lágrimas, que quando saem dos nossos olhos e escorrem por nossos rostos assumem formato alongado. Porém, gotas de chuva com menos de 2mm de diâmetro tendem a ter um formato esférico:

Figura 2 – Essas sim são gotas de chuva!

Para verificar o formato da gota de forma empírica [3], você pode utilizar um pouco de água e um conta-gotas: quando a gota está saindo do conta-gotas, ela assume um formato alongado devido à tensão superficial da água, que será explicada mais adiante, mas assim que ela deixa o conta-gotas, embora seja difícil de enxergar devido à velocidade de queda, a gota assume o formato esférico. Ou seja, se o Zé Gotinha estivesse caindo, ele se transformaria em Zé Bolinha.

Por que a gota assume uma forma esférica e não quaisquer outras formas, como um retângulo, por exemplo? Sabemos que o retângulo, mais especificamente o quadrado, é a forma bidimensional que oferece a maior área útil possível. De um ponto de vista tridimensional, faria sentido a água assumir um formato cúbico, mas a natureza da interação entre os átomos que compõem a água faz com que haja uma forte conexão entre eles e as moléculas do interior da gota. Lá no interior da gota estará a maior quantidade de moléculas fortemente unidas tendendo à minimização da quantidade de moléculas em contato com o ar na superfície da gota, o que confere naturalmente um formato esférico ao arranjo – uma esfera minimiza a área da superfície, maximiza o volume e todos os pontos ficam a mesma distância do centro, o que necessita de pouca energia para se manter estável. Essa propriedade dos líquidos é chamada de Tensão Superficial [3]. Como a Tensão Superficial causa uma contração das moléculas na superfície, a área superfícial de uma gota de água tende a ser a menor possível [8].

A Tensão Superficial da água é a responsável pela resistência que a superfície dos líquidos oferece contra a sua expansão ou ruptura [8]. Ela é resultado das ligações (pontes) de hidrogênio, que são forças intermoleculares causadas pela atração dos hidrogênios de determinadas moléculas de água com os oxigênios das moléculas vizinhas [5]. A força de atração elétrica entre os átomos gera um arranjo com carga em excesso ou deficitária dentro da molécula [8] dando à ela uma pequena força atrativa conhecida como força de Van der Waals. A força de atração das moléculas na superfície da água é diferente da força de atração das moléculas abaixo da superfície, que se atraem com a mesma força em todas as direções. Como as moléculas da superfície só têm as moléculas abaixo e ao lado para se ligarem, a desigualdade das atrações gera contração do líquido, que age como uma membrana elástica na superfície da água. A Tensão Superficial explica a forma esférica das gotas de água, a sustentação de alguns insetos que caminham pela água [5] e porque uma agulha de metal, que é aproximadamente oito vezes mais densa do que a água, pode boiar se for colocada sobre ela com cuidado [8].

Figura 3Tensão Superficial

A NASA divulgou um vídeo com a anatomia de uma gota de chuva. Eles filmaram várias gotas caindo em câmera lenta e analisam o que ocorre enquanto uma delas cai. Pesquisadores da Universidade Aix-Marseille apresentaram um trabalho [4] que descreve como as gotas se formam e vão se quebrando enquanto caem. Eles constataram que os fragmentos formados a partir daí tinham o mesmo tamanho e distribuição das gotas na chuva natural. O espalhamento das gotas torna pouco provável o impacto, o que atua contra a ideia de que as gotas de chuva têm tamanhos diferentes devido às colisões entre elas.

Como explicado anteriormente, a tensão superficial da água é a responsável pelo formato esférico que a água assume. Isso é verdade para gotas com tamanhos de até 2mm, que sofrem pequenas modificações geométricas impostas pela resistência do ar enquanto caem:

Figura 4 – Gota com até 2mm

Durante a queda, uma gota com mais de 2mm começa a sofrer modificações geométricas que a distancia de um formato esférico, pois o aumento da superfície da gota faz com existam cada vez menos moléculas acima da superfície. Enquanto a parte inferior fica cada vez mais achatada, as laterais sofrem cada vez menos a ação do ar e se expandem:

Figura 5 – Gota com mais de 2mm e menos de 4mm

O ciclo termina quando a gota atinge um tamanho crítico superior a 4mm. Ela assume um formato parecido com um paraquedas – ou um feijão:

Figura 6 – Gota com mais de 4mm

Nesse ponto, as moléculas de água da gota não conseguem mais se manter unidas e se quebram em novas gotas:

Figura 7 – Sequência de divisão de gotas com mais de 4mm

Além do conhecimento em si, qual é a importância de saber sobre os tamanhos das gotas de chuva? É possível utilizar um disdrômetro, que é um equipamento mais avançado que o pluviômetro, para medir o tamanho, a quantidade e a velocidade das gotas para que se possa prevenir ou pelo menos minimizar o impacto de tragédias como deslizamentos de terra e enchentes.

Referências

1. [http://www.apolo11.com/minhanoticia.php?noticia=O_verdadeiro_formato_das_gotas_de_chuva&posic=dat_20120413-112712.inc]
2. [http://lhys.org/iag/105-gotas.pdf]
3. [http://educador.brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino/formato-das-gotas-chuva.htm]
4. [http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3886276-EI238,00-Estudo+desvenda+segredos+das+gotas+de+chuva.html]
5. [http://brasilescola.uol.com.br/quimica/tensao-superficial-agua.htm]
7. [https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/371635/mod_resource/content/1/TENS%C3%83O%20SUPERFICIAL%20E%20CAPILARIDADE.pdf]
8. [http://clickeaprenda.uol.com.br/portal/mostrarConteudo.php?idPagina=4070]

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Um Problema Relacionado a um Triângulo Retângulo

Um colega me enviou esse triângulo retângulo e pediu ajuda para provar que:

bc – ad = 1

Questões relacionadas a triângulos retângulos não são muito desafiadoras, mas sempre aparece alguma coisa interessante por aí, como aquele caso do MIT que compartilhei. O Teorema de Pitágoras é suficiente para atacar esse problema:

x2 + y2 = z2

O que permite escrever:

(c/d – a/b)2 + (1/2b2 – 1/2d2)2 = (1/2b2 + 1/2d2)2

Desenvolvendo as equações resultantes dos quadrados da soma e da diferença:

c2/d2 – 2ac/db + a2/b2 + 1/4b4 – 2/4d2b2 + 1/4d4 = 1/4b4 + 2/4b2d2 + 1/4d4

c2/d2 – 2ac/db + a2/b2 = 4/4b2d2

c2/d2(b2/b2) – 2ac/db(db/db) + a2/b2(d2/d2) = 1/b2d2

(b2d2)(c2b2 – 2abcd + a2d2)/(b2d2) = (b2d2)*1/(b2d2)

c2b2 – 2abcd + a2d2 = 1

Note que no lado esquerdo da igualdade há os componentes do quadrado da diferença:

(cb – ad)2 = 1

√[(cb – ad)2] = 1

bc – ad = 1

Como Desabilitar Teclas de Atalho no Navegador

Se você precisar desabilitar teclas de atalho no navegador, pode utilizar jQuery. No exemplo abaixo, os atalhos para recortar (Ctrl+X), copiar (Ctrl+C) e colar (Ctrl+V) são desabilitados no $( document ).ready(), ou seja, quando a página estiver pronta para executar JavaScript:

$(document).ready(function () {
   $('body').bind('cut copy paste', function (e) {
      e.preventDefault();
   });
});

A Melhor Forma de Mapear um Relacionamento OneToOne com JPA

Normalmente, em um relacionamento um-para-um anotado com @OneToOne, a entidade principal e a entidade secundária têm seus próprios identificadores, mas a entidade secundária também armazena uma referência para a chave estrangeira da entidade principal.

Figura 1 – Relacionamento de duas tabelas (note que é um M:N e não necessariamente um 1:1)

  CREATE TABLE TBL_PESSOA(  
    PK_PESSOA NUMBER(10) NOT NULL, 
    NM_PESSOA    VARCHAR2(256) NOT NULL, 
   CONSTRAINT PK_PESSOA PRIMARY KEY (PK_PESSOA)
  );

  CREATE TABLE TBL_PET( 
    PK_PET NUMBER(10) NOT NULL, 
    FK_PESSOA NUMBER(10) NOT NULL, 
    NM_PET    VARCHAR2(256) NOT NULL, 
    CONSTRAINT PK_PET PRIMARY KEY (PK_PET),
    CONSTRAINT FK_PET_PESSOA FOREIGN KEY (FK_PESSOA)
    REFERENCES TBL_PESSOA(PK_PESSOA)
  );

Com o modelo tradicional de mapeamento um-para-um, o banco de dados normalmente indexa tanto a chave primária quanto a chave estrangeira, o que é interessante para diminuir o scanning das tabelas, mas isso tem um custo na aplicação: mesmo anotando com FetchType.LAZY sem optional, a tabela A (pai) se comportará como FetchType.EAGER, o que é ruim para performance e uso de memória.

Se é um relacionamento um-para-um, significa que uma linha da tabela B estará relacionada à apenas uma linha da tabela A. Sendo assim, faria mais sentido utilizar a chave estrangeira da tabela A como chave primária da tabela B. Para isso, vamos utilizar a anotação @MapsId. Utilizando essa anotação, você não precisa de um relacionamento bidirecional, mas esse não é nosso propósito: vamos apenas utilizar a chave primária de uma tabela Pessoa em uma tabela Pet – nesse modelo, uma Pessoa só pode ter um Pet:

Figura 2 – Relacionamento entre Pessoa e Pet

A implementação simplificada abaixo desdobra esse relacionamento:

@Entity
@Table(name = "TBL_PESSOA")
public class Pessoa {
   @Id
   @GeneratedValue(strategy = GenerationType.IDENTITY)
   @Column(name = "PK_PESSOA")
   private Long id;

   @OneToOne(mappedBy = "pessoa", cascade = CascadeType.ALL, 
       fetch = FetchType.LAZY, optional = true)
   private Pet pet;
}

@Entity
@Table(name = "TBL_PET")
public class Pet {
   @Id
   private Long id;

   @MapsId
   @OneToOne(fetch = FetchType.LAZY)
   @JoinColumn(name = "FK_PESSOA")
   private Pessoa pessoa;

}

No banco de dados, o relacionamento é armazenado assim:

  CREATE TABLE TBL_PESSOA(	
    PK_PESSOA NUMBER(10) NOT NULL, 
    NM_PESSOA    VARCHAR2(256) NOT NULL, 
	  CONSTRAINT PK_PESSOA PRIMARY KEY (PK_PESSOA)
  );

  CREATE TABLE TBL_PET( 
    PK_PESSOA NUMBER(10) NOT NULL, 
    NM_PET    VARCHAR2(256) NOT NULL, 
    CONSTRAINT PK_PET PRIMARY KEY (PK_PESSOA),
    CONSTRAINT FK_PET_PESSOA FOREIGN KEY (PK_PESSOA)
    REFERENCES TBL_PESSOA(PK_PESSOA)
  );

Figura 3 – Relacionamento 1:1 com PK compartilhada

O Problema dos Três Números Consecutivos

O canal Mind Your Decisions enviou um desafio interessante:

Encontrei três números inteiros consecutivos tais que o produto é igual à soma deles. Quais poderiam ser os meus números? Resolva para todas as possibilidades.

Ou seja:

X.Y.Z = X + Y + Z

Eu parti da sequência abaixo e simplifiquei a expressão para trabalhar no segundo grau:

x.(x+1).(x+2) = x + (x+1) + (x+2)
x.(x+1).(x+2) = 3(x+1)
x2 + 2x – 3 = 0

E encontrei as respostas x1=1 e x2=-3, que são duas soluções válidas, mas o problema pede “todas” as soluções possíveis. Sendo assim, não podemos simplificar, pois inevitavelmente temos que trabalhar com uma equação do terceiro grau, que tem três soluções possíveis. O canal partiu de uma sequência um pouco diferente da minha e não simplificou:

(x-1).x.(x+1) = (x-1) + x + (x+1)

O interessante é que os passos que ele seguiu culminaram em um quadrado da diferença, o que simplifica a descoberta das soluções:

(x-1).x.(x+1) = (x-1) + x + (x+1)
x3 – 4x = 0
x(x2 – 4) = 0
x(x+2)(x-2) = 0

As respostas são: x1=0, x2=-2 e x3=2:

  • Para x1=0, a sequência (X,Y,Z) é (-1,0,1)
  • Para x2=-2, a sequência (X,Y,Z) é (-3,-2,-1)
  • Para x3=2, a sequência (X,Y,Z) é (1,2,3)
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Quando Quatro é igual à Cinco

Esse é mais um daqueles artigos da série “será que estou louco?”. O Reinaldo Azevedo escreveu mais um de seus muitos artigos sobre política, mas lá no meio do artigo ele inseriu uma imagem com uma equação que resultava 4=5 que ele utilizou para exemplificar o rigor matemático de uma associação que se opunha à reforma da Previdência. Aí me lembrei de um artigo em que induzo o leitor ao erro para provar que dois é igual à zero. Vamos identificar o erro na equação do Reinaldo.

0 = 0
20 – 20 = 25 – 25
5×4 – 5×4 = 5×5 – 5×5
4(5-5) = 5(5-5)
4 = 5

As três primeiras linhas estão corretas. O problema ocorre quando se divide os dois lados por (5-5), pois 5-5 resulta 0 e divisão por zero não existe.

4≠5

Ser de Esquerda e Seres de Esquerda

Quem espera que o diabo ande pelo mundo com chifres será sempre sua presa.

Arthur Schopenhauer

Leio em vários lugares e assisto em muitos vídeos as opiniões de filósofos e auto intitulados “especialistas” sobre o que ocorre com nossa sociedade: quais as raízes do problema, para onde estamos indo, quais são as alternativas e quais são as possíveis consequências de cada uma das nossas escolhas, etc. Tanto os que têm um claro viés ideológico mais a esquerda quanto os que se vendem como isentões pregam que o caminho para o entendimento é o diálogo ou jogam os holofotes sobre pessoas ou grupos dos quais discordam para tirar o foco do problema ou simplesmente para proteger os bandidos de coração. Hoje, não sobra muito espaço na grande mídia para as opiniões de quem não faz parte do mainstream.

Sinceramente, acho que o tempo de diálogo com essa gente já passou. Esquerdistas odeiam quem não cultua os mesmos deuses e não têm as mesmas crenças deles – sim, socialismo é uma religião e seus adeptos são fanáticos. Não devemos tolerar os intolerantes, pois nós, que trabalhamos, estudamos, pagamos nossas contas e educamos filhos com esses valores para serem cidadãos honestos temos naturalmente um pensamento mais alinhado com o capitalismo (lucro, comércio e propriedade privada), com a democracia (soberania da maioria), com o legalismo (império das leis) e com o liberalismo (liberdade individual) não podemos ceder espaço à patrulha politicamente correta, ao monopólio das virtudes e às falácias de sempre – estado babá, estado empresário, estado assistencialista, doutrinação escolar, sindicalismo, coitadismo, fins nobres (ainda que com meios reprováveis), etc.

Figura 1 – Lobo em pele de cordeiro: um típico esquerdista

Para verificar o nível de psicopatia de um esquerdista, preste atenção no quanto ele quer matar quem se opõe ao que ele acredita. Esse “matar” pode ser simbólico ou real, mas mesmo aí há vários níveis de morte. Os liberais respeitam o contraditório. O contraditório é importantíssimo para a evolução do conhecimento e da sociedade, mas assim como os fanáticos de seitas religiosas, os esquerdistas/socialistas/comunistas já detém a verdade e têm a missão de impô-las ao resto dos meros mortais não importando que esse resto seja a maioria. Charles Chaplin descobriu um caminho para fazer ditadores rangerem os dentes: a comédia. Assista ao filme O Grande Ditador para entender o funcionamento dessa “poderosa arma”. Quer sacanear um esquerdista que leu dois livros na vida e já se acha intelectual? O professor Pondé deu algumas dicas.

Movimentos como o MBL (Movimento Brasil Livre) estão na vanguarda da insatisfação popular com o status quo. Seus membros têm uma mistura muito interessante de perfis aguerridos com boa formação em escolas econômicas como a Escola Austríaca (Mises, Hayek, etc) e a Escola de Chicago (Milton Friedman e outros) além de admirável inteligência e eloquência. Essas são as pessoas ideias para combater as mentiras plantadas e cultivadas pelo PT (Partido dos Trabalhadores) e por suas linhas auxiliares, como o PSOL (Partido Socialismo e Liberdade ) e a UNE (União Nacional dos Estudantes) e tudo aquilo de mais podre e retrógrado que eles representam. O MBL é importante nesse período de transição marcado pela guerra contra a corrupção e combate as idéias esquerdistas por meio do esclarecimento da população, que aos poucos está saindo da letargia, mas acho que no futuro essas pessoas, que hoje admiro, não serão mais necessárias. O Brasil do meu futuro utópico é pacífico, é livre de intervenções, tem povo culto, é tecnologicamente adiantado, aberto ao comércio internacional e imune ao messianismo de esquerda.

O Rodrigo Constantino apresentou algumas incoerências da esquerda quando o assunto é cultura e crianças – seus exemplos foram fortemente influenciados por aquela horrorosa exposição chamada Queermuseu, que foi patrocinada pelo Santander e pela Lei Rouanet, uma abominação autoritária que nos obriga a pagar pelo lixo – algumas vezes literal – produzido por supostos artistas. Para ele, “ser de esquerda é um tipo de doença mental, misturada com muita hipocrisia e perversão”. Acho que essa incoerência é fruto do duplipensamento, termo apresentado por George Orwell em sua distopia 1984, que apresenta uma visão de futuro onde o Comunismo venceu. O livro Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, chegou mais perto de acertar, mas tanto Huxley quanto Orwell fizeram previsões assustadoras.

Ser de Esquerda É…

por Rodrigo Constantino

  • Ser de esquerda é condenar o McLanche Feliz por “abusar” das crianças casando brinquedo com comida enquanto aplaude a mostra “cultural” de um banco estrangeiro com pedofilia e zoofilia voltada ao público infantil.
  • Ser de esquerda é boicotar um festival de cinema nacional por ter, entre dezenas de filmes, um sobre o Plano Real e outro sobre Olavo de Carvalho, e depois chamar de censura nazista o boicote a uma mostra “cultural” de um banco estrangeiro com pedofilia e zoofilia para crianças, com uso de verba pública.
  • Ser de esquerda é protestar contra a venda de hamburger e hot dog nas lanchonetes das escolas, e depois defender uma mostra “cultural” de um banco estrangeiro com pedofilia e zoofilia voltada ao público infantil, com uso de recursos públicos.
  • Ser de esquerda é ser histérico com a quantidade de sal, gordura e fritura ingerida pelas crianças, usando o aparato coercitivo do estado para patrulhar o estômago alheio, enquanto defende “arte” com pedofilia para o público infantil.
  • Ser de esquerda é censurar os filmes antigos por conterem cenas de gente fumando cigarro, enquanto aplaude manifestações com maconha influenciando crianças.
  • Ser de esquerda é condenar Shakespeare por ser ícone de uma cultura machista e patriarcal, retirar livros de Monteiro Lobato das escolas por serem racistas, e depois enaltecer a “arte” com pedofilia e zoofilia.
  • Ser de esquerda é achar normal retratar Jesus como “trans” ou enfiar um crucifixo no ânus em praça pública na frente de senhoras e crianças, mas chamar de “islamofobia” uma charge de Maomé com uma bomba no turbante, alegando que tal ofensa até justifica a resposta terrorista.
  • Ser de esquerda é fazer coro ao curador ligado ao PSOL contra a “censura” enquanto defende o regime “democrático” da Venezuela e de Cuba.
  • Ser de esquerda é caçar o chef que caçou uma ovelha em seu programa para matá-la e comê-la, pois bichos devem ser poupados e, claro, brotam direto das prateleiras dos supermercados em fatias congeladas, enquanto não acha nada demais os bichos retratados como objetos sexuais de gente doente.
  • Ser de esquerda é simular uma revolta ética contra a corrupção somente quando o PT já saiu do poder e não ligar para a corrupção de menores promovida pelos doutrinadores disfarçados de professores nas escolas.
  • Ser de esquerda é achar que videogames de luta estimulam a violência nas crianças enquanto a narrativa de que marginais são “vítimas da sociedade” e as leis do ECA que tornam marmanjos criminosos inimputáveis são bons métodos para conter a violência.
  • Ser de esquerda é ficar horrorizado com meninos brincando com armas de brinquedo, enquanto acha lindo dar bonecas e colocar roupas de princesas no garotinho de “gênero fluido”.
  • Ser de esquerda é se revoltar com uma empresa de chocolate que fez ovos de Páscoa com apelidos por considerar isso bullying, enquanto festeja uma exposição “artística” com imagens de sexo entre adolescentes, com um rapaz negro fazendo sexo oral num branco e recebendo sexo anal de outro branco, simultaneamente.
  • Ser de esquerda é aplaudir o esforço do Instituto Alana, da herdeira do Banco Itaú, em acabar com a publicidade infantil em nome do combate ao consumismo capitalista e da proteção da criança, enquanto escreve textão no Facebook contra a “censura” a um espetáculo com pedofilia que recebeu visitas de crianças.
  • Ser de esquerda é negar o fato histórico de que comunistas comeram crianças, enquanto promove “arte” em que crianças são, de fato, “comidas” por adultos pervertidos.
  • Ser de esquerda é se preocupar mais com a vida do ovo da tartaruga do que com o ovo humano no ventre da mãe, mas achar o máximo uma “obra de arte” em que um animal é “carcado” por seres humanos.
  • Ser de esquerda é fazer a campanha do “Criança Esperança” enquanto prega o aborto, defende ideologia de gênero nas escolas, e vibra com a “arte” subversiva que transforma crianças em objetos sexuais de adultos perturbados.