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Pelo Fim do Coitadismo Organizado

Chamo de “coitadismo organizado” o conjunto de todos os grupos que se aproveitam de uma característica étnica ou social em comum para outorgar a si mesmos o direito de imporem suas vontades sobre a maioria das pessoas – que podem ou não possuir essas mesmas características – através do discurso de vitimização que na verdade carrega ódio e um profundo desprezo pelas Leis e pelas diferenças entre os seres humanos e que acaba culminando em autoritarismo. O coitadismo não é privilégio dos movimentos afro-descendentes. Ele também se manifesta nos movimentos feministas – chamadas vulgarmente de feminazis -, ciclistas urbanos – em particular, os ciclofascistas de São Paulo que ganharam força na gestão do prefeito petista Fernando Haddad -, grupos homossexuais e ativistas verdes e vermelhos em geral, mas aqui vou focar nos movimentos afro-descendentes por causa de uma entrevista muito interessante que assisti.

Antes de continuar, nesse artigo utilizarei o termo “afro-descendente” no lugar de “negro” não por causa do politicamente correto, que é uma das coisas que está destruindo nossa sociedade e está comprometendo nosso futuro, mas sim por causa de uma observação muito coerente de Carl Sagan na página 56 do livro Bilhões e Bilhões. Ele explicou que a melanina, pigmento responsável pelo que interpretamos como cor da pele, absorve a maior parte da luz visível – apenas uma parte da frequência de ondas de luz visível e adjascentes são refletidas por ela -, o que permite que reações eletro-químicas em nossos olhos as captem. Portanto, na maior parte do espectro de cores, todos os humanos são negros. Para a ciência, a vida começou na África. Sendo assim, pensando bem, além de negros somos todos afro-descendentes. Percebeu que temos que forçar muito a imaginação e utilizar desonestidade intelectual para estabelecer um critério que diferencie um ser humano de outro?

Um entrevistador americano afro-descendente perguntou a dois representantes de algum movimento relacionado aos direitos dos afro-descendentes “o que vocês querem?”. Os entrevistados ficaram perdidos com a pergunta, pois não esperavam ouvi-la de um “igual”, mas o entrevistador explicou que “vocês” significa aquelas pessoas que só reclamam, que culpam os outros pelo fracasso dos pais e pelos próprios fracassos. Entendo a limitação intelectual e a faísca de fanatismo dos entrevistados, o entrevistador foi mais específico: “o que vocês querem que os brancos façam?” Os entrevistados, sem aceitar que o entrevistador afro-descendente se excluisse daquele grupo étnico ali supostamente representado, questionaram as motivações e intenções do entrevistador. O entrevistador disse que no mundo há duas realidades: o bem e o mal. Ele se via entre os bons, representados por afro-descendentes, asiáticos e etc. Os mals seriam os próprios entrevistados, que culpam os outros pelos próprios insucessos e disseminam o ódio por onde passam.

Em 1981, Thomas Sowell, economista americano, debateu com uma feminista a suposta diferença entre mulheres e homens no mercado de trabalho. O Dr. Sowell desconstruiu totalmente os mitos a respeito do machismo e do feminismo propagados pela mídia, pelas universidades e por governos progressistas. Tudo que ele disse continua válido, mas mais do que desmontar as falácias feministas em particular e as falácias socialistas em geral, chamo a atenção para a atuação brilhante de uma pessoa afro-descendente que não age como coitada e oprimida e que argumenta utilizando números reais, fatos, e não dados cujo contexto tenha sido suprimido para poderem ser “entortados” até se adaptarem à visão de mundo daquela feminista.

Outro afro-descendente que está causando dores de cabeça aos movimentos coletivistas é o vereador paulistano Fernando Holiday, do MBL (Movimento Brasil Livre). Ele é afro-descendente, homossexual e pobre, mas defende o liberalismo, o que vai contra a cartilha dos movimentos sociais e até do politicamente correto. Por isso, a alta nobreza coletivista o trata como traidor quando ele, dentre outras coisas, defende o fim das cotas raciais, que acabam humilhando os beneficiários aos invés de ajudá-los. Nas palavras de Holiday:

Não estou fazendo nada mais que trazer as ideias para dentro da Câmara. Uma das minhas propostas, não a principal, mas uma das que pretendo propor ao longo do próximo ano (2017), é a revogação das cotas raciais nos concursos públicos municipais. Acredito que acaba incentivando o racismo. (…) Acredito que é uma medida prejudicial para o estado de São Paulo e prejudicial, inclusive, para os próprios afro-descendentes.

As pessoas devem conseguir empregos e vagas em universidade por méritos próprios que só são adquiridos com muito esforço. Chega de choro, gritaria, pancadaria e quebra-quebra para conseguir que as coisas mudem. Vamos debater idéias. Movimentos sociais, que seriam melhor descritos como movimentos parciais, vão continuar se proliferando e fazendo pressão para adquirir privilégios e poder para seus líderes e para os partidos que apoiam utilizando a retórica do oprimido. Eles não querem enxergar que a única minoria que tem credibilidade é o indivíduo: é ele quem trabalha, é ele quem estuda, é ele quem compra casa e é ele quem vota.

Alguns coletivos, como por exemplo aqueles formados por afro-descentes, cobram da sociedade uma suposta “dívida histórica”. Nesse caso, deve-se refletir sobre como o racismo se manifesta e qual seria a maneira correta de lidar com ele, pois o racista também é o populista, que trata o afro-descendente como um imbecil que deve ser tutelado pelo Estado. Preste atenção nas falas dos políticos em campanha eleitoral e perceba nuances de totalitalitarismo que estimulam a luta de classes e o racismo.

Os membros dos coletivos devem se informar, devem ter a mente aberta e acessar boas fontes de informação para criarem uma boa base para debates. Se a esquerda aceitasse sugestões, pois monopoliza a verdade e todas as virtudes, eu diria para preferirem buscar informações nos livros. Sei que no começo é difícil, mas depois de alguns livros com ilustrações de bichinhos, palhaços alegres e sóis sorridentes, eles estarão preparados para ler coisas mais sérias, como O Segredo, Cinquenta Tons de Cinza, Crepúsculo e outras maravilhas modernas que explicam porque caçar Pokémon é mais interessante para os adolescentes. Ler é uma tarefa difícil para quem não tem esse costume, mas nunca é tarde para começar.

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