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Pelo Fim dos Sindicatos

E mais uma vez, o profissional de tecnologia da informação que quiser se opor à “Contribuição Assistencial” imposta pelo SINDPD/SP (Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Empregados de Empresas de Processamento de Dados do Estado de São Paulo) conforme Notificação para 2017 deve redigir uma Carta de Oposição, se dirigir a um canto da zona leste da cidade de São Paulo, cozinhar na fila durante algumas horas sob o sol do verão deixando o trabalho de lado para não precisar entregar seu dinheiro a sindicalistas. Na primeira vez que entreguei essa carta, o local de coleta era na zona oeste da cidade próximo a uma estação do metrô, mas como aparentemente muita gente se utilizou dessa facilidade, o sindicato alterou o endereço para criar dificuldades.

O blog AnchisesLandia compartilhou uma mini FAQ para responder as dúvidas mais comuns relacionados à contribuição:

1. O que é a “Contribuição Assistencial”? Essa “Contribuição Assistencial” é um desconto mensal direto na folha de pagamento, que corresponde a 1% do salário do empregado, com teto máximo de R$ 40,00 por mês;

2. Não é obrigatório contribuir com o sindicato? Sim, mas essa aberração criada pelo SINDPD/SP, é diferente da contribuição sindical obrigatória por lei. A contribuição sindical é aplicável aos trabalhadores CLT, deve ser paga obrigatoriamente uma vez por ano e corresponde a 1 dia de trabalho. Ela é descontada sempre no mês de Abril do ano corrente;

3. Todo trabalhador de TI deve entregar essa carta? Não, somente os trabalhadores que são filiados ao SINDPD. Verifique na sua Carteira de Trabalho ou com o RH da sua empresa qual é o sindicato que os empregados da empresa estão afiliados;

4. Eu nunca me filiei a um sindicato. Devo me opor? Mesmo que você jamais tenha se afiliado a um sindicato, a empresa aonde você trabalha está, e ela escolhe um sindicato “default”, no qual todos os empregados ficam associados. Ela faz isso para, entre outras coisas, pagar sua contribuição anual, exigida por lei – e isto consta na sua carteira de trabalho (CTPS);

5. O que fazer se mudar de emprego durante o ano? Neste caso, você deve apresentar para o RH do novo empregador uma cópia da carta entregue no início do ano, na empresa anterior. Assim você evita ser cobrado no novo emprego;

6. Em caso de dúvidas, procure o RH de sua empresa. Não corra o risco de perder a viagem.

Uma Reflexão

Você já parou para pensar sobre o que é e o que faz um sindicalista? É alguém que acha que representa uma categoria, mas não pertence necessariamente àquela categoria e muitas vezes sequer sabe o que faz um profissional daquela categoria. A visão de mundo do sindicalista é fortemente alinhada à do socialista com relação à eterna luta de classes – nós (eles) contra eles (nós) – e a igualdade forçada – todos devem ser iguais ao pior de todos para alcançar a verdadeira justiça social. Deve ser engraçado ouvir como um funcionário do SINDPD/SP define um programador. É impossível não fazer uma analogia entre um sindicalista e um padre que acha que pode dar conselhos sobre a vida sexual tendo prestado votos de castidade – estão descartados também os padres que abusam dos coroinhas, pois esses não têm moral para dar conselhos. A experiência se alia ao conhecimento para conferir autoridade à quem quer aconselhar ou interceder por terceiros. Os padres e os sindicalistas estão muito alheios ao mundo real para serem de qualquer utilidade para quem precisa de ajuda.

O que é um sindicato? Um sindicato é uma franja socialista que funciona como depósito de correligionários de partidos políticos que trata os trabalhadores como seres pobres de espírito e de recursos, sofredores e ingênuos – verdadeiros “idiotas úteis” que precisam ser protegidos para depois serem utilizados para os projetos de poder totalitaristas. A bandeira do sindicalista é proteger o trabalhador da ganância dos poderesos empresários, pois um sindicato é formado por um grupo de pessoas que não entende como funciona a economia de mercado. A fonte de renda dos sindicatos é o dinheiro que tomam de forma compulsória dos associados. O poder dos sindicatos vem de duas fontes: as ameaças de greve e o alinhamento ideológico com partidos políticos. Margaret Thatcher precisou comprar brigas com os poderosos sindicatos para preparar a Inglaterra para o século XXI.

Por que os sindicatos e todos os grupos de esquerda fazem protestos em dias úteis por volta das 17:00? Primeiro, porque não trabalham ou não têm nada importante para fazer em seus empregos – eles, assim como muitos funcionários públicos e partidários políticos, têm uma visão de mundo atrasada que endossa o baguncismo social em nome de uma ideologia; atrapalhar o direito de ir e vir e transformar a cidade em um caos não importa para essa gente. Segundo, porque 17:00 é o horário que a maioria dos trabalhadores costuma deixar o trabalho e, se juntando aos trabalhadores que estão voltando para casa e para suas famílias depois da jornada de trabalho, faz parecer que aquela meia dúzia de gatos pingados conseguiu juntar centenas de milhares de apoiadores. A visão de mundo esquerdista não convence mais as pessoas comuns. Hoje, para juntar algumas centenas de pessoas para ocupar alguns metros quadrados da Avenida Paulista, eles precisam “alugar” militantes com pão com mortadela e transporte gratuito.

As relações trabalhistas deveriam ser apenas entre o prestador de serviço que negocia diretamente e livremente com o empregador o tipo de trabalho realizado, as condições de trabalho e o valor/hora pago. Quando parte ou toda a negociação é entregue a um grupo, o indivíduo, que é quem realmente produz e é pago pelo que faz, fica para segundo plano. O indivíduo passa a ser um peão descartável em um jogo político que atrapalha o progresso e só beneficia os líderes dos grupos e os partidos políticos que eles representam. O artigo 8o da Constituição Federal de 1988 estipula a livre associação profissional ou sindical, mas a CLT é explícita ao outorgar aos sindicatos a mediação das relações trabalhistas. Ou seja, nossas mãos estão atadas.

Vou entregar a carta de oposição mesmo sabendo que no ano que vem estarei automaticamente vinculado a esse sindicato novamente. Mesmo assim, encaro esse ato como um protesto velado que está alinhado com um dos meus valores mais caros: a liberdade.

Referências

1. [http://www.sinthoresp.com.br/site/palavra-do-presidente/organizacao-sindical]
2. [http://www.conteudojuridico.com.br/artigo,a-constituicao-federal-de-1988-e-o-poder-sindical-brasileiro,42795.html]

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