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A Divisão Simples, a Divisão Certa e a Divisão Justa

Sem a matemática não nos seria possível compreender muitas passagens das Santas Escrituras. Santo Agostinho

Possui a matemática uma força maravilhosa, capaz de nos fazer compreender muitos mistérios de nossa fé. São Jerônimo

As leis da natureza nada mais são que pensamentos matemáticos de Deus. Kepler

Nessa passagem do Homem que Calculava [1], Malba Tahan conta como Beremiz Samir (o Homem que Calculava) e seu amigo ajudam um viajante ferido e faminto. Beremiz tinha 5 pães e seu amigo 3. Os oito pães seriam divididos entre os três durante o restante da viajem. O novo companheiro, que dizia ser um rico cheique, se propôs a pagar 8 moedas de ouro pelos oito pães quando chegassem ao destino.

Ao entrar em Bagdá, encontraram um vizir, que era amigo do cheique. Ele entregou 8 moedas de ouro ao cheique que as repartiu entre seus salvadores de acordo com a quantidade de pães consumidos: 5 para o Homem que Calculava e 3 para o amigo dele.

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Beremiz Samir disse que essa era a divisão simples, mas não era a divisão matematicamente correta. Durante a viajem, sempre que tinham fome, um dos amigos retirava um pão da caixa e o repartia em três. Beremiz ofereceu 15 pedaços (5 pães x 3 pessoas) e o amigo dele ofereceu 9 pedaços (3 pães x 3 pessoas). Dos 15 pedaços que deu, Beremiz consumiu 8 (24 pedaços / 3 pessoas) e deu 7 enquanto seu amigo consumiu 8 e deu apenas 1. Sendo assim, dos 8 pedaços de pão consumidos pelo cheique, 7 foram de Beremiz e apenas 1 de seu amigo. Logo, é justo que Beremiz receba 7 moedas de ouro e o amigo dele apenas 1.

A demonstração era matematicamente incontestável, mas não era justa aos olhos de Deus. Beremiz pegou das 8 moedas, entregou 4 ao seu amigo e reservou a outra metade para si.

O sábio que se mostra orgulhoso e pedante revela que não sabe honrar a ciência. Dr. Alfredo Guimarães Chaves

Referencias

1. TAHAN, Malba, O Homem que Calculava, 63ª ed., Rio de Janeiro: Record, 2003
2. [http://josenorberto.com.br/o_homem_que_calculava.pdf]

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