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Os Exilados de Capela

A pseudociência, que tem esse nome porque se traveste de ciência, mas que parte de premissas falsas e/ou que não usam métodos rigorosos de pesquisa e análise, precisa utilizar artifícios para se estabelecer, crescer e procriar. Tenho que admitir que a “teoria” dos Deuses Astronautas baseada no livro Chariots Of The Gods? escrito em 1968 pelo suíço Erich von Däniken é bem interessante. A série Alienígenas do Passado, que foi inspirada nas teorias de von Däniken e que foi exibida no History Channel, é um deleite visual, mas não deve ser levada a sério. Os entrevistados distorcem fatos e pegam pedaços de informação ou pequenos detalhes para inferirem teorias as mais absurdas. Assista, veja coisas inusitadas e dê algumas boas gargalhadas.

A teoria dos Alienígenas do Passado (Deuses Astronautas), que na verdade não passa de uma hipótese ancorada em axiomas falaciosos, afirma que fomos visitados em várias épocas da antiguidade por seres de outros planetas: alguns vieram para ensinar os povos primitivos da Terra; outros vieram para escravizá-los. A teoria apresenta uma série de perguntas que a ciência tem dificuldades para responder como por exemplo: como povos supostamente sem tecnologia eram capazes de mover pedras com algumas dezenas de toneladas? Como eram capazes de cortar pedras com precisão cirúrgica e encaixá-las com perfeição sem deixar folga para passar sequer um fio de cabelo entre elas? Esses alienígenas e os nativos com os quais se relacionavam deixaram marcas que ainda hoje podem ser vistas em várias partes do mundo.

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Figura 1 – Alienígenas do Passado: Palenque

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Figura 2 – Alienígenas do Passado: Lâmpada Egípcia

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Figura 3 – Alienígenas do Passado: Aeronaves

Li em alguns lugares que a imagem em alto relevo de Palenque deveria ser vista de pé, pois retrata a árvore da vida dos Maias. As figuras que se parecem com aeronaves poderiam ser apenas a ação do tempo sobre a pedra. Enfim, não passam de escotomas. A teoria dos Deuses Astronautas não se sustenta com um pouco de pesquisa e raciocínio.

Faz alguns anos, ouvi falar da história dos Exilados de Capela. Na época, simplesmente fiz uma associação automática com os Deuses Astronautas e não dei importância. Achei que se tratava de mais uma história sobre visitantes que vêm em discos voadores, atravessam buracos de minhoca, se teleportam, fazem abduções, e assim por diante.

Posteriormente, pesquisei sobre essa teoria e compreendi que ela seguia uma linha completamente diferente da convencional principalmente porque ela estava alinhada com o Espiritismo Kardecista, ou seja, tinha por pano de fundo a reencarnação e a evolução contínua dos seres e dos mundos visando a perfeição moral e intelectual. Poderia-se dizer que essa teoria possibilita respondermos o Paradoxo de Fermi da seguinte maneira: as outras formas de vida inteligente – ou “todo mundo” – habitam outras dimensões, pois não estão necessariamente materializadas.

Para que você entenda a saga dos Exilados, é necessário que conheça alguns pontos relevantes que o Espiritismo esclarece, mas o ideal é que você leia as obras de referência, como o livro Os Exilados de Capela de Edgard Armond (1894-1982). O Livro dos Espíritos de Allan Kardec e algumas obras psicografadas por Chico Xavier que foram ditadas pelo espírito Emmanuel trazem muitas informações sobre a evolução planetária e as transmigrações interplanetárias. Como não tenho o lado religioso muito desenvolvido, tratarei dos aspectos filosóficos e até certo ponto racionais relevantes para explicar a saga dos Exilados. Não tenho o objetivo de escrever um tratado sobre esse tema e nem de te fazer acreditar no que quer que seja. Não usei método científico para apurar as informações. Esse é apenas o resultado das minhas pesquisas à luz do meu entendimento sobre o Espiritismo.

Esclarecimentos Espíritas

O Espiritismo se iniciou em 1857 com a publicação do Livro dos Espíritos por Allan Kardec. Essa doutrina foi o resultado dos estudos feitos por Kardec sobre os fenômenos ditos paranormais, como as mesas giratórias, que posteriormente evoluíram para manifestações inteligentes em comunicações orais e escritas feitas por seres que se intitulavam “espíritos” com a mediação de pessoas dotadas de dons que lhes permitiam interagir mais intimamente com o mundo espiritual. São os chamados médiuns.

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Figura 4 – Ilustração que Precede os Prolegômenos do Espiritismo no Livro dos Espíritos

O Espiritismo é uma religião, uma filosofia e uma ciência. É uma religião porque possui um conjunto de sistemas culturais e de crenças que relacionam a humanidade com a espiritualidade e valores morais alinhados com o cristianismo dos tempos apostólicos. É uma filosofia porque dá subsídios que embasam o estudo de problemas relacionados à existência, ao conhecimento e aos valores morais. É uma ciência – pelo menos foi no século XIX – porque permite a aquisição de conhecimento através da observação, identificação, pesquisa e explicação dos fenômenos ditos sobrenaturais. Esses fenômenos são inseridos no conjunto dos fenômenos da natureza observáveis, como o eletromagnetismo e a gravidade.

Como todas as religiões cristãs, o Espiritismo parte da premissa da existência de um ser supremo, criador de tudo e de todos: Deus. O Livro dos Espíritos dá uma definição do que é Deus: Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas e infinito em suas perfeições, mas Deus não é o infinito. Infinito, tal como na matemática, é apenas uma abstração que representa aquilo que está além da nossa capacidade de compreensão. Os espíritos interrogados por Allan Kardec nesse livro afirmam que a prova da existência de Deus está em um axioma que aplicamos às nossas ciências: não há efeito sem causa. Se procurarmos a causa de tudo o que não é obra do homem, nossa razão nos responderá. Os espíritos também utilizaram um provérbio conhecido: “pela obra reconhece-se o autor”. Sendo assim, tudo aquilo que observamos na natureza tem um autor da mesma forma que observamos uma obra de arte e, mesmo sem observar a assinatura, inferimos que foi um ser humano quem fez. Além disso, todos encerramos o sentimento de que existe algo além de nós mesmos; algo que nos é exterior, anterior e superior.

A criação da vida é prerrogativa de Deus, mas a materialização de sua vontade se dá por intermediários, que são espíritos muito evoluídos intelectual e moralmente. São aqueles que já percorreram todo o caminho da evolução e adquiriram sabedoria suprema. Após a criação do planeta Terra e ao longo de centenas de milhões de anos, grandes cientista da espiritualidade gerenciados por Jesus, que é considerado pelos espíritas o arquiteto e o governador da Terra, realizaram estudos com a fauna e a flora com o objetivo de tornar esse novo mundo habitável pelas criaturas que estavam em estado latente.

O espírito é a essência do ser; é a parte que permanece intacta depois da morte do corpo, é anterior a este e é criado simples e ignorante, mas com tendências para o bem e para o mal. Todos os espíritos são irmãos porquanto foram criados e são animados pela mesma causa – princípio inteligente, ou Deus. A pré-existência dos espíritos explica porque há tantas diferenças morais e intelectuais entre os seres humanos – seu filho pequeno pode ser animado por um espírito milhares de anos mais velho que o seu! O espírito se conecta a um novo corpo ainda no ventre materno através do per-espírito, que é um corpo fluídico também chamado de alma e que armazena as informações adquiridas em vida e possibilita a materialização da vontade do espírito levando em conta que este é apenas uma luz mais ou menos intensa de acordo com o seu nível intelectual e moral. O processo de conexão entre um espírito envolto em um corpo fluídico e um corpo material é chamado de reencarnação.

A reencarnação é o processo de ligação do espírito ao corpo, mas também marca o momento em que será lançado o véu do esquecimento da vida passada. Na nova vida, o espírito conservará apenas tendências para o bem, para o mal, para determinadas áreas do conhecimento e uma intuição sobre o que ele deve fazer nessa encarnação. A reencarnação não se dá de forma aleatória e nem por coerção do espírito reencarnante para com o feto. No plano espiritual, espíritos superiores em entendimento direto com o espírito que reencarnará determinam onde e quando se dará a reencarnação, por quais provas ele passará (defeitos físicos, limitações, doenças, situações constrangedoras, círculo de amigos e de inimigos, etc) e até quando será o fim de sua passagem pela Terra supondo que tudo ocorra de acordo com o plano, pois o livre arbítrio permite que tiremos nossa própria vida, a dos outros e que façamos quaisquer mal ou bem ao próximo. Dessa forma, reencarnação e evolução contínua estão intimamente relacionadas.

A evolução contínua tem por objetivo aperfeiçoar aspectos morais e intelectuais do espírito. Espíritos perfeitos não necessitam reencarnar uma vez que não têm mais dívidas a pagar e nada têm a aprender. Se você tem poucas habilidades com números, nascerá com condições necessárias, mas não suficientes (depende da sua vontade), de se enveredar pelo caminho das exatas. Se você causa mal a alguém, uma dívida é contraída com essa pessoa e esta deve ser paga na forma de algum tipo de sofrimento ainda na vida atual ou em outra – pode ser que vocês reencarnem na mesma família com relações consanguíneas, o que explica os conflitos familiares. A evolução não se dá apenas no planeta Terra e sequer em corpos materiais. O espírito será direcionado para o mundo onde ele tiver as melhores condições de evoluir. A classificação das civilizações presentes nesses mundos não tem nada a ver com a escala de Kardashev. Para os espíritas, os mundos se dividem basicamente em cinco categorias de acordo com o nível dos espíritos ali presentes:

1. Mundos primitivos: destinados às primeiras encarnações da alma humana. A preocupação dessas criaturas é a luta pela subsistência e o senso moral é quase nulo – as paixões reinam soberanas;

2. Mundos de provas e expiações: o mal normalmente supera o bem, mas os espíritos começam, de forma tímida, a sentir a necessidade de evoluir e praticar a caridade. Esse é o estágio atual do planeta Terra;

3. Mundos de regeneração: há equilíbrio entre o bem e o mal. Começa a haver entendimento entre as nações e as pessoas não são mais guiadas pelos instintos belicosos. Valoriza-se a ciência e o auxílio ao próximo. O planeta Terra está caminhando para esse estágio;

4. Mundos ditosos ou felizes: O bem sempre supera o mal. Os habitantes possuem corpos mais leves, mas ainda não totalmente desmaterializados. Ciência e religião estão intimamente conectadas. Para os espíritos desses mundos, o restante do caminho evolutivo está bem claro à frente;

5. Mundos celestes ou divinos: Reinam os espíritos totalmente desmaterializados e depurados que atingiram o cume da sabedoria e da bondade, mas eles dificilmente permanecem nesses mundos. No estágio de evolução que atingiram, sentem a necessidade de ajudar os espíritos mais atrasados em suas caminhadas. Eles recebem a incumbência, por exemplo, de “governar” grupos espirituais em estágios iniciais de evolução em âmbito planetário como no caso de Jesus e os habitantes da Terra. Sim, há muitos espíritos com o mesmo nível evolutivo de Jesus e não há porque duvidarmos da existência de espíritos com ordem de magnitude superior à dele. De acordo com os espíritas, como já foi dito, Jesus é o governador e o arquiteto da Terra.

Os diferentes mundos são como as escolas: o espírito começa no jardim de infância – mundos primitivos – e chega ao doutorado – inicialmente nos mundos celestes, mas sentem a necessidade de levar sua sabedoria e compaixão aos mundos inferiores. Os mundos não chegam a passar por todas essas fases de evolução devido a sua própria natureza material, mas quando um mundo está próximo de uma mudança de estágio, cataclismos, terremotos e outros eventos globais são sentidos. Esses são os sinais do início da fase de expurgo planetário. É o que algumas religiões chamam de apocalipse, mas na verdade é apenas uma mudança e não um fim. Espíritos que não conseguiram atingir o nível moral ou intelectual esperado são expurgados daquele planeta e encaminhados para mundos inferiores onde devem continuar trabalhando para se aperfeiçoarem, mas agora sem as facilidades de seu mundo de origem e tendo que conviver com seres atrasados. Resta-lhes contemplar as estrelas em busca daquela de onde vieram e tentar reproduzir com materiais arcaicos as tecnologias das quais dispunham. Ajudar as criaturas primitivas, que são seus irmãos mais novos, a evoluir mais rapidamente é o caminho para sua própria redenção.

A Saga dos Exilados

De acordo com Emmanuel em A Caminho da Luz:

Há muitos milênios, um dos orbes de Capela, que guarda muitas afinidades com o globo terrestre, atingira a culminância de um dos seus extraordinários ciclos evolutivos. As lutas finais de um longo aperfeiçoamento estavam delineadas, como ora acontece convosco, relativamente às transições esperadas no século XX. Alguns milhões de espíritos rebeldes lá existiam, no caminho da evolução geral, dificultando a consolidação das penosas conquistas daqueles povos cheios de piedade e virtudes, mas uma ação de saneamento geral os alijaria daquela humanidade. Aquelas entidades, que se tornaram pertinazes no crime, aqui na Terra longínqua, aprenderam a realizar, na dor e nos trabalhos penosos do seu ambiente, as grandes conquistas do coração.

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Figura 5 – O que eles deixaram para traz?

Localização da Estrela Capela

A estrela Capela fica a cerca de 42 anos luz de distância. O Sol fica a 8 minutos-luz da Terra, mas Capela é 150 vezes mais brilhante que o Sol e é uma das dez estrelas mais brilhantes do céu. Facilmente visível a olho nú, Capela é uma componente de um sistema formado por duas estrelas gigantes e amarelas, com 2,6 e 2,7 vezes a massa do Sol – a estrela Alfa é 9 vezes maior que o Sol e a Beta é 12 vezes maior. Elas distam entre si 113 milhões de quilômetros, o que é menos do que a distância da Terra ao Sol, e circundam uma a outra. Elas percorrem uma órbita quase circular que forma o centro de um sistema binário menor: são circundadas por duas anãs vermelhas.

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Figura 6 – Comparação com nosso Sol

Na abóbada celeste, Capela está situada no hemisfério boreal, limitada pelas constelações da Girafa, Perseu e Lince, e, quanto ao Zodíaco, sua posição é entre Gêmeos e Touro. Na mitologia greco-romana, Capela é Amaltéa, uma ninfa filha do rei de Creta que cuidou de Júpiter quando ele ainda era bebê e se refugiava da voracidade de seu pai, Saturno, que queria devorá-lo. Segundo outra versão, Capela é a própria cabra que amamentou Júpiter naquela ocasião.

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Figura 7 – A Constelação do Cocheiro e a Estrela Capela

Análise da Situação dos Exilados

Exilados de Capela é a denominação dada a um grupo de espíritos intelectualmente mais evoluídos que nós e que habitavam a estrela Capela na constelação do Cocheiro. Há muitos milênios, Capela atingiu o apogeu de um dos seus ciclos evolutivos. Mesmo após todas as oportunidades (reencarnações) dadas, esses espíritos ainda não tinham conseguido adquirir as virtudes morais necessárias para ingressar no próximo nível evolutivo e estavam atrapalhando a caminhada dos seus congêneres. Por causa disso, as grandes comunidades espirituais diretoras do Cosmos deliberaram, então, localizar aquelas entidades, que se tornaram pertinazes no crime, aqui na Terra longínqua, onde aprenderiam a realizar, na dor e nos trabalhos penosos do seu ambiente, as grandes conquistas do coração e impulsionariam simultaneamente o progresso dos seus irmãos inferiores, que eram os seres que aqui existiam.

Jesus, o governador da Terra, recebeu aquela turba de seres sofredores e infelizes. Ainda que seus corações estivessem endurecidos pela prática do mal, estavam angustiados e aflitos, pois deixavam atrás de si todo um mundo de afetos. Com a sua palavra sábia e compassiva, ele exortou essas almas desventuradas à edificação da consciência pelo cumprimento dos deveres de solidariedade e de amor no esforço regenerador de si mesmas. Mostrou-lhes os campos imensos de luta que se desdobravam na Terra e lhes deu esperança em um futuro melhor com seu auxílio e sua vinda no porvir.

Os habitantes de Capela foram agrupados de acordo com suas afinidades e níveis evolutivos. Cada grupo reencarnou gradativamente na Terra dando origem as civilizações dos chineses, hindus, hebraicos, egípcios e ainda o tronco que formou os árias de onde descenderam os celtas, os latinos, os gregos e alguns ramos eslavos e germânicos. Outros formaram a civilização épica dos hindus onde predominou o gênero de castas que identificava a soberbia e o orgulho de um tipo psicológico exilado.

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Figura 8 – O Planalto de Gizé

Esses milhões de espíritos transferidos para a Terra eram detentores de conhecimentos mais amplos e de entendimento mais dilatado se comparados aos homens primitivos. Sua presença ativa arrastou a humanidade animalizada daqueles tempos para novos campos de atividade construtiva visando o aconchego da vida social – matemática, astronomia, agricultura, urbanização, política, economia, medicina, etc – e, sobretudo, deu-lhe as primeiras noções de espiritualidade e do conhecimento de uma divindade criadora. Em contrapartida, devido ao atraso moral que vieram aqui resgatar, esses seres acabaram escravizando os povos primitivos.

A presença desses seres – verdadeiros deuses se comparados aos selvagens daqui – em diversos momentos da história é uma explicação para muitos mitos, como Adão e Eva, Caim e Abel, Lúcifer e demais anjos caídos. Adão e Eva constituem uma lembrança dos espíritos degredados na paisagem obscura da Terra, como Caim e Abel são dois símbolos para a personalidade das criaturas “caídas”.

As chamadas raças adâmicas distinguiam-se dos seres primitivos – mais próximos dos símios – que aqui existiam. Espíritos Superiores trabalharam nos corpos desses primatas para inserir as características humanas necessárias aos novos espíritos que aqui se estabeleceriam. Segundo a gênese espírita, seria impossível adquirir essas características pela evolução natural das espécies. Pense, por exemplo, no olho humano. Os cientistas acreditam que, assim como todas as outras características dos seres vivos, uma mutação aleatória gerou estruturas celulares fotossensíveis que foram entregues à seleção natural para que, após milhões de anos de evolução, especialização e seleção, a estrutura que conhecemos como olho surgisse. Sou capaz de compreender e aceitar os casos básicos de seleção natural, mas ainda não estou convencido de que uma estrutura tão complexa quanto um olho possa ter surgido de mutações aleatórias – e felizes – dos genes. Pensando assim, a própria existência de seres humanos seria uma feliz coincidência. Não estou fechando uma porta para as críticas. Posso estar errado, mas nesse caso do olho acredito que houve planejamento daqueles seres que literalmente nos viam em perspectiva – design inteligente submetido à seleção natural.

De todos esses povos, os que habitavam o Egito Antigo já conseguiram resgatar suas dívidas e puderam regressar para Capela e rever seus amigos e entes queridos. Aos demais povos ainda estava destinada uma participação decisiva em outros momentos da história. Os gregos, mestres da arte, da política, da economia e de tantas ciências, reencarnaram na Itália entre os séculos XV d.c. e XIV d.c. dando origem ao Renascimento. Posteriormente, reencarnaram na França do século XVIII dando origem ao Iluminismo. Alguns deles ainda estão entre nós e são os responsáveis pelos grandes avanços da ciência moderna, mas a seu tempo também poderão voltar para sua constelação de origem se assim o desejarem, mas alguns deles decidiram permanecer e se tornaram emissários diretos da misericórdia divina sobre os povos da Terra em nome de Jesus.

Analogias

Agora que você conhece a história dos Exilados de Capela e sabe o porquê das suas provações, é possível fazer algumas analogias entre a situação deles e situações que podem ocorrer na Terra.

O Mau Estudante

Analogia: um estudante de ensino superior de qualquer instituição séria é obrigado a realizar novamente aquela disciplina em que não conseguiu a nota necessária para ser aprovado. Enquanto ele não obtiver a nota mínima necessária, será obrigado a cursar novamente aquela disciplina. Depois de algumas tentativas frustradas, o estudante muda para uma outra universidade ou para um outro curso.

Exilados: não conseguiram se formar em sua própria escola (Capela) e foram encaminhados para uma escola inferior (Terra).

O Infrator

Analogia: enganação, roubo, assassinato e todas as suas derivações conduzem uma pessoa para a cadeia. Lá, ela é obrigada a cumprir o tempo da pena, mas há atenuantes que permitem que ela diminua sua penitência. De qualquer forma, ficará sua tristeza por ter se afastado de seus entes queridos.

Exilados: a reencarnação na Terra e a separação de seus entes queridos é punição por suas faltas.

O Náufrago

Analogia: Uma pessoa acorda em uma ilha deserta. Ela não sabe como chegou lá e nem quem é, pois perdeu a memória. Com o passar do tempo, seus instintos ditam a prioridade: orientação, segurança, resgate, água e comida. Ela sabe se orientar pelo Sol, pois ele sempre nasce no Leste. Algumas pessoas conseguem se orientar pelas estrelas desde que saibam quais delas não mudam de posição no céu. Ela sabe que precisa coletar a água e armazenar um pouco para uso. Com um pouco de tentativa e erro, ela consegue criar um pequeno aqueduto que, posteriormente, pode irrigar uma pequena horta. Ela sabe que precisa se abrigar da chuva e constrói uma pequena cabana com troncos caídos e folhas de palmeiras. Com o tempo, sua habitação vai ficando mais sofisticada. Ela sabe que precisa de algo cortante para auxiliar nos trabalhos manuais e procura uma pedra, osso de peixe ao algo assim. Ela sabe que uma lança maximizará suas chances de abater um animal e a produz. Ela sabe para que serve uma roda e constrói uma estrutura simples com eixo e rodas para poder transportar materiais pela ilha. Com o tempo e a volta gradual de suas lembranças, ela procura deixar escritos em pedra e constrói estruturas sinalizadoras que podem ser vistas à distância por uma equipe de resgate. Entendiada, ela começa a desenhar um tablet, prédios, aviões, personagens do Pokémon, etc. Décadas após sua morte, nativos da ilha vizinha chegam àquela ilha. Eles observam o sistema de captação de água e ficam maravilhados. Eles observam a cabana, outras estruturas criadas e aquelas escritas estranhas e desenhos de criaturas e aparelhos que eles nunca viram. Aquelas estruturas passam a ser objeto de adoração para só em um futuro distante se tornar objeto de estudo.

Exilados: assim como um náufrago, sentem que seu lugar não é ali e que há pessoas que os amam em algum lugar aguardando seu retorno, mas enquanto esperam uma oportunidade de regressar, fazem o possível para tornar a vida menos difícil: erguem estruturas magníficas, inventam sistemas de numeração, lançam as bases da ciência e da religião.

Referências

1. [http://www.luzespirita.org.br/leitura/pdf/l32.pdf]
2. [http://www.luzespirita.org.br/leitura/pdf/l9.pdf]
3. [http://exilados-de-capela.blogspot.com.br/2008/01/constelao-do-cocheiro.html]
4. [http://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2012/07/135.pdf]
5. [http://terceiromilenioxplanetaterra.blogspot.com.br/2010/05/uma-sintese-do-livro-os-exilados-de.html]
6. [http://www.harmoniaespiritual.com.br/2012/05/exilados-de-capela.html]
7. [http://fim-e-inicio.blogspot.com.br/p/exilados-de-capela.html]
8. [http://www.zenite.nu/capella-e-seus-segredos/]
9. [http://www.explicatorium.com/constelacao/o-cocheiro.html]
10. [http://astronomia-para-amadores.blogspot.com.br/2012/01/auriga-cocheiro.html]
11. [http://www.astropt.org/2014/11/02/capella-a-estrela-cabra/]
12. [http://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2015/06/Conhe%C3%A7a-o-Espiritismo-folder-1.pdf]

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  1. 13/09/2016 às 7:18 PM

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