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Valorize sua Liberdade

Estava refletindo sobre a importância da liberdade e como ela vem sendo sistematicamente tirada de nós ao longo dos anos. Nos últimos anos, o bolivarianismo lulopetista escondido atrás da cortina de fumaça do politicamente correto acelerou esse processo.

Parece que aos poucos nossa individualidade está sendo assimilada por uma abstração chamada coletividade. A única maioria e a única minoria cuja existência aceito sou eu mesmo, o indivíduo, aquele que trabalha para se sustentar, estuda, se dedica a tudo que faz, paga os impostos em dia e acredita que isso vai melhorar o mundo mesmo que esse não seja seu (meu) objetivo na vida. Criar um mundo melhor não deveria ser o objetivo de ninguém. Basta ser uma pessoa melhor e passar essa mensagem para a próxima geração, pois entendo que um mundo melhor é formado por pessoas melhores.

Steve Jobs não queria construir um mundo melhor. Ele só queria ganhar dinheiro. Como ele ganharia dinheiro com tecnologia? Criando algo novo, alinhado com as necessidades do mercado, visando superar seus concorrentes. Como ele criaria algo novo? Contratando os profissionais mais criativos e capacitados e demitindo os piores. Por que um profissional altamente capacitado aceitaria trabalhar para ele? Dinheiro, prestígio e um ambiente propício à captação de novas idéias.

Esse exemplo é para ilustrar como a livre associação de pessoas visando o lucro é o que contribui para a evolução da nossa sociedade – a mão invisível de que falou Adam Smith – e não as ideologias esquerdopatas e a intervenção estatal na economia para torrar nosso dinheiro, criar barreiras para as importações e podar nossa liberdade de comprar o que quisermos e de onde quisermos com nosso dinheiro.

Não permita que indivíduo algum, representação “social” ou ente estatal ouse tirar sua liberdade. Veja o alerta em prosa do pastor Luterano Martin Niemöller. Ele fez uma adaptação do poema do russo Vladimir Maiakovski. Pode-se adaptar esse texto, sem muito esforço, ao “inferno lulopetista bolivariano” que estamos enfrentando:

Quando os nazistas levaram os comunistas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era comunista. Quando eles prenderam os social-democratas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era social-democrata. Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque, afinal, eu não era sindicalista. Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque, afinal, eu não era judeu. Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse

Reflita um pouco: há dez anos, você tinha mais ou menos liberdade? E há vinte anos? Lembre-se, por exemplo, de como era a comédia. Hoje, o Costinha seria “massacrado” pela mídia comprada com dinheiro dos pagadores de impostos e pelas minorias autoritárias e barulhentas. Dia desses, o Danilo Gentili fez uma piada com o atentado a bomba ao “Instituto” Lula. O resumo da ópera foi muito bem feito pelo Augusto Nunes, mas o resumo do resumo é o seguinte: o Danilo Gentili usou sua liberdade para fazer uma piada, produto inerente a sua profissão de comediante; o “Instituto” Lula não gostou da piada e entrou com um pedido de interpelação judicial; por fim, o caso foi encerrado e os autoritários levaram um pito do juiz Carlos Eduardo Lora Franco:

Não é possível criminalizar-se, ou censurar-se, a piada (…). Nem se faz necessário, mais, observar que o Brasil vive um momento de patrulhamento sem precedentes, e que o Poder Judiciário deve estar atento a não se transformar, especialmente através de ações penais privadas, em forma de pressão e intimidação de poderosos contra quem deles diverge ou os incomoda

Vale o alerta de Arthur Schopenhauer sobre as boas intenções:

Quem espera que o diabo ande pelo mundo com chifres será sempre sua presa

Não abra mão das pequenas coisas, pois atrás das boas intenções dos poderosos e dos abnegados agentes sociais está todo o preconceito autoritário dos igualitários. Lembre-se:

  • você ainda tem o direito de consumir sal;
  • você ainda tem o direito de consumir açúcar;
  • você ainda tem o direito de jogar um potinho de iogurte no lixo comum;
  • você ainda tem o direito de dirigir a mais de 50 km/h – em muitos lugares;
  • você ainda tem o direito de ganhar dinheiro para uso próprio;
  • você ainda tem o direito de errar;
  • você ainda tem o direito de sonhar.
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  1. Vitor
    03/01/2016 às 9:48 PM

    Coletividade X liberdade – comparação interessante. Nesse seu post, não há referências bibliográficas como nos outros. Onde posso ler mais sobre o assunto? Valeu, abraços.

  2. 04/01/2016 às 8:05 AM

    Oi, Vitor. O assunto “liberdade” despertou meu interesse após o início da crise brasileira, que foi causada pela incompetência e pelo autoritarismo do PT ao longo de treze anos de pensamento um século atrasado. Não tenho muitas referências para te passar, pois costumo dar a minha opinião sobre problemas atuais baseado no conhecimento que tenho até aquele instante e reflexões que costumo fazer com bastante frequência sobre tudo que me incomoda. Sabe onde estão as melhores referências sobre liberdade? Em todo o lugar. Trata-se do conhecimento e da vontade de aprender. Isso liberta nossa mente mesmo que nosso corpo continue aprisionado aqui.

    Para a economia, o Instituto Mises Brasil tem bastante coisa. Informe-se sobre a escola austríaca. Se você não é da área, como eu, sugiro começar por um livro que continua relevante, que se chama “Economia numa única Lição”, de Henry Hazlitt.

    Para política, em princípio valem as mesmas coisas sobre economia, pois são assuntos intimamente relacionados, mas não tenho referências boas além dos artigos publicados por alguns colunistas da Veja. Só tome cuidado com as idéias daqueles partidos que não tem letra “P” e que não se julgam nem de esquerda nem de direita. A “Rede Melância” da Marina Silva, por exemplo, que é verde por fora e vermelha por dentro, é mais uma expressão do autoritarismo coletivista que está esperando uma chance para colocar o dedo podre no poder. Ouvi rumores sobre o nascimento de partidos que valoriam o liberarismo. Cabe se informar.

    Para filosofia, ando lendo muito Sêneca principalmente no que diz respeito a viver uma vida plena. Mas sugiro boas leituras no campo da filosofia para que você possa adentrar outros assuntos de forma mais crítica.

    Para religião, você pode escolher qualquer uma que não vá contra sua forma de ver o mundo e que não tenha gritaria nem extorsão ou escolher não ter nenhuma, mas mesmo assim acho importante acreditar em alguma coisa além de você mesmo para ter esperança. Quando você estiver passando por um grande problema ou chegar ao fundo do poço, vai entender essa necessidade.

    Pelo blog há referências diluídas sobre o que penso sobre liberdade:

    Entenda o Que Está Errado no Brasil
    https://atitudereflexiva.wordpress.com/2013/11/04/entenda-o-que-esta-errado-no-brasil/

    A Inveja Como Base do Pensamento Coletivista
    https://atitudereflexiva.wordpress.com/2014/01/13/a-inveja-como-base-do-pensamento-coletivista/

    Quem é o Culpado Pelos Nossos Problemas?
    https://atitudereflexiva.wordpress.com/2014/06/14/quem-e-o-culpado-pelos-nossos-problemas/

    Sobre o Pensamento Igualitário
    https://atitudereflexiva.wordpress.com/2014/10/11/sobre-o-pensamento-igualitario/

    A Nova Vítima da Ditadura do Politicamente Conveniente: O Paulistano
    https://atitudereflexiva.wordpress.com/2014/10/13/a-nova-vitima-da-ditadura-do-politicamente-conveniente-o-paulistano/

    Se o Peixe Fede, é Estatal
    https://atitudereflexiva.wordpress.com/2015/04/03/se-o-peixe-fede-e-estatal/

    Os Filhos que Deixaremos Para o Futuro
    https://atitudereflexiva.wordpress.com/2015/03/31/os-filhos-que-deixaremos-para-o-futuro/

    Aforismos em Defesa da Liberdade
    https://atitudereflexiva.wordpress.com/2015/10/16/aforismos-em-defesa-da-liberdade/

    Abraços.

    • Vitor Marques
      04/01/2016 às 9:04 PM

      Sr Rodrigo, agradeço pela rapidez em responder. Acredito que não tenha sido claro na minha colocação. Perguntei sobre referências contrastando a liberdade e a coletividade. Mesmo assim, suas dicas foram valiosas.
      Esse tema é polêmico, vivemos em uma sociedade que preza certos laços que podem ser precursores da falta de liberdade em prol da coletividade. Por exemplo, o modelo hierárquico a que somos submetidos nas empresas tolhem nossa liberdade de certa forma. A família, em que todos acabam cedendo em nome do bem comum também.
      Qual sua opinião sobre isso, já que somos rodeados por esse modelo?

  3. 05/01/2016 às 10:28 AM

    Oi, Vitor. Fico feliz que você também se interesse por esse assunto. Por favor, não me trate como “Sr.”. Sou apenas uma pessoa comum que trabalha e paga impostos como você. Nesse espaço, que é meu, somos todos mentes em busca de esclarecimento. Me chame apenas de “Rodrigo”. Você pediu referências bibliográficas e passei as que tinha. Seus dois exemplos são interessantes, mas antes de opinar, precisamos de algumas premissas:

    1. O ser humano é um bicho social e como tal necessita interagir com outras pessoas para os mais diferentes propósitos, mas visando sempre e em primeiro lugar o seu próprio bem. Robinson Crusoé precisou se aliar ao Sexta-feira para ter melhores opções de sobrevivência.

    2. A liberdade não implica não ter responsabilidades e se julgar alheio às leis. Isso é libertinagem, o que é bem diferente.

    3. Seus dois exemplos (família e trabalho) são diferentes do coletivismo de que trato. Vou dar minha opinião sobre esses dois casos em seguida.

    4. O coletivismo que abomino e que combato com argumentos é aquele que incide sobre toda uma população vindo de entes estatais iluminados que se julgam representantes do povo (uma abstração) e por isso mesmo acham que estão acima do bem e do mal. A ideologia que causa esse “pensamento” torto que tantos problemas nos causam é o bolivarianismo, uma corrente socialista sul-americana com boas doses de chanchada.

    Você usa sua liberdade para escolher uma carreira e a empresa onde você quer trabalhar e se esforça para chegar lá. Uma empresa é uma organização que tem responsabilidades e processos mais ou menos bem definidos para se chegar a um determinado fim. Mesmo se você fosse o dono da empresa, teria responsabilidades. Nossa liberdade é sempre relativa. Se você acha que as relações hierárquicas da empresa te limitam, você é livre para deixá-la, mas com o ônus de ter que arcar com seus próprio sustento e suas contas. Trabalhando em casa você também tem uma liberdade relativa, pois precisa estabelecer metas e atingí-las. Tem que se policiar muito.

    Uma família ideal é composta de algumas pessoas que vivem em um espaço físico comum. Nessa família, uns são responsáveis pela parte financeira, outros pela alimentação, outros pela arrumação. A maioria decide sobre mudanças no espaço comum ou redivisão de tarefas. O direito de um ouvir música alta acaba quando outro alega que precisa de paz para estudar. Um membro dessa família tem responsabilidades para com aquela família, mas ele é livre? Sim, inclusive para deixar aquela família, lembrando que suas escolhas podem ter responsabilidades civis e penais.

    Não sei se consegui responder a sua pergunta. Eu mesmo nunca tinha refletido sobre os dois exemplos que você expôs.

    Abs.

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