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Se o Peixe Fede, é Estatal

Concordo com o Augusto Nunes quando ele afirma que tirar 36 milhões de pessoas da miséria era o mínimo que se esperava de uma partido que ficou 12 anos no poder e que sempre alegou que veio para refundar o país. Se falatório se convertesse em ação, depois de todos esses anos, que até já me renderam alguns fios de cabelos brancos, estaríamos melhores do que a Suiça em todos os indicadores. Bem, nós superamos em muito os suiços em matéria de corrupção e de inchaço estatal.

Vamos refletir sobre um provérbio chinês que foi escrito em cerca de 500 a.c.:

Dê um peixe a um homem faminto e você o alimentará por um dia. Ensine-o a pescar e ele se alimentará pelo resto da vida.

Se você perguntasse a um petista como se tiram 36 milhões de pessoas da miséria ele diria que é com redistribuição de renda – canalizada pelo Bolsa Miséria ou qualquer coisa parecida -, pois a culpa da pobreza é desses empresários maus e gananciosos e dessa classe burguesa amiga dos imperialistas norte-americanos. Para rebater, tenho três pontos:

1. Dar dinheiro a um pobre não o deixará menos pobre. Ele continuará sendo pobre e agora passará a ter estímulo oficial do Estado para não trabalhar;

2. A economia não é um jogo de soma zero onde o pobre é pobre porque o rico é rico. A riqueza se cria com esforço e inovação das empresas privadas que competem livremente entre si no mercado;

3. O dinheiro distribuído vem dos pagadores de impostos – é por isso que não acredito nessa coisa de dinheiro público. Se pago imposto, quero que ele seja bem investido pelo governo de turno tendo eu votado (confiado) nele ou não. Não quero que esse dinheiro seja usado para políticas demagógicas carregadas de ideologia batida que visam perpetuar um partido no poder e enriquecer sua elite virtuosa.

Acho que ficou claro, mesmo para um petista, que além de não fazer sentido é inútil sair por aí dando dinheiro. As cracolândias do iluminado prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, expandiram esse modelo de “caridade estatal”. Ele ainda não dá a droga, mas oferece todas as condições para que usuários e traficantes convivam em uma sociedade alternativa em um universo paralelo. O problema é que sempre que falta dinheiro real nesse mundo de faz de conta, os dependentes, que são doentes, vêm tirá-lo à força das pessoas reais que trabalham para bancar a existência do Mundo de Bob.

Dar o peixe era a parte passiva do provérbio. Vamos analisar a parte ativa, que é ensinar a pescar. Acredito que não seja papel do governo instruir as pessoas lembrando que educar é tarefa de competência dos pais e não dos professores. A função mais importante em que enxergo utilidade de governo é a garantia do cumprimento de leis e da igualdade dos cidadãos perante elas. Para isso, faz sentido que o Estado detenha o poder de polícia, por exemplo. Educação, saúde, abastecimento, saneamento e etc. deveriam ficar a cargo do setor privado, que tem os incentivos certos e a capacidade de oferecer melhores serviços devido a concorrência pela preferência do consumidor.

Alguém diria que os empresários não são bonzinhos o suficiente para doar bens ou oferecer serviços para aqueles que não podem pagar sem alguma compensação financeira. Coloque-se no lugar de um empresário que luta dia após dia pela ampliação ou pela simples sobrevivência de seu negócio, que muitas vezes é o sonho de um corajoso empreendedor que se tornou realidade devido a muito trabalho e que é a fonte de renda de muitas pessoas. Faz sentido que sua estratégia de negócio não tenha por fim o lucro?

Nesse cenário aparece a segunda e última atuação do Estado que faz sentido na minha concepção, que é dar aquele empurrão inicial que o mais necessitado precisa e por tempo limitado. Como exemplo, imagine a educação. Já escrevi que não é tarefa do Estado oferecer instrução/educação, mas um trabalhador de baixa renda pagador de impostos pode receber um voucher do governo para matricular seu filho na instituição privada que preferir. Isso respeita algo inerente ao ser humano e que é o objetivo último de todos: a liberdade. Todos os governos socialistas vão tirando aos poucos a sua liberdade sem que você perceba.

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