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Sobre o Pensamento Igualitário

Muito cuidado com o pensamento igualitário. É sob o véu das boas intenções que se esconde toda a perversão moral humana. Divisões igualitárias não são expressões de democracia, mas sim de socialismo. Embora o ser humano seja uma criatura social, o socialismo não faz parte da natureza humana e sempre que aparece na história é de forma imposta e controlada por uma minoria totalitária que quer centralizar o poder no Estado. A única igualdade entre as pessoas válida é aquela subordinada ao império das leis.

Quando ouvimos falar em “politicamente correto” (que na verdade significa “politicamente conveniente”), movimentos sociais, controle da imprensa, orgulho afro, orgulho gay, direitos dos índios, reforma agrária, gente que quebra tudo achando que é assim que se constrói alguma coisa, entendemos que se trata de socialismo do mais acéfalo. É gente que quer tudo para si e para seus “iguais”, mas não aceita divergência de opinião e a existência de maiorias. Não aceitam sequer ouvir falar que entre as minorias existem pessoas que não se veem representadas; pessoas que não aceitam os delírios de um auto proclamado líder ou representante. É interessante lembrar que toda minoria nasce de uma forma de classificação preconceituosa (cor, religião, opção sexual, etc).

Hoje, os principais “movimentos sociais” são compostos por jovens que querem mudar o mundo, que pregam “tabula rasa”, mas não aceitam arrumar a própria cama e nem fazer a lição de casa e ainda exigem que o papai banque seus delírios socialistas. Para se prepararem para mudar alguma coisa no futuro, primeiro deveriam ouvir o papai, estudar e serem bons(boas) meninos(as).

Na democracia, com auxílio do liberalismo e do capitalismo, há um embate de forças opostas, diferenças de opinião (ideias), livre mercado e alternância de poderes, mas isso faz parte de um mecanismo de pesos e contra pesos que impede a ascensão de uma “tirania igualitária”, a qual privilegiará os medíocres e amigos do rei e combaterá com todas as forças os melhores, mais capazes e que não concordam com o tirano. Em uma democracia liberal representativa, a igualdade é apenas perante as leis e a mobilidade social é possível e por mérito próprio.

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  1. Rodrigo
    15/10/2014 às 9:57 PM

    Ótima reflexão xará. Ótima analogia com a formação/educação dos filhos. A fórmula “direitos e deveres” ainda há de funcionar corretamente para que não apenas enxerguemos qual o modelo mais adequado para embasar os relacionamentos em nossa sociedade e política, mas também para sabermos como reinventá-lo sempre que preciso.

  2. 16/10/2014 às 8:41 AM

    Obrigado, xará. A geração “mimimi” que não estuda e nem trabalha está se tornando um peso para a sociedade. Eles confundem desejos pessoais com direitos democráticos e estão dispostos a aterrorizar essa “maldita sociedade capitalista neoliberal americanizada que tira do pobre para dar ao rico” para imporem suas vontades. São como crianças mimadas que batem o pé e nosso governo bolivariano lulopetista, achando que tudo é muito bonito, uma verdadeira “festa da democracia”, move mundos e fundos para atender às minorias passando por cima das necessidades das maiorias.
    Abs.

  1. 13/10/2014 às 10:12 PM
  2. 09/02/2017 às 7:52 AM

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