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A Inveja Como Base do Pensamento Coletivista

Desde cedo aprendemos que não é correto ter inveja do que os outros possuem. Aprendemos que é correto dividir o que temos e que é errado tirar dos outros, mentir, etc. Assim, somos colocados ainda crianças em uma fôrma de silicone que dá forma às muletas sociais artificialmente implantadas que vão se dilatando à medida que nosso individualismo faz pressão no meio que nos circunda.

Tendências invejosas nas crianças devem ser combatidas com lógica e informação e não mascaradas com vigarice intelectual. Os defeitos e tendências inferiores devem ser substituídos por objetivos construtivos para a própria criança.

Muitas pessoas afirmam que você deve ser você mesmo, mas ser você mesmo implica, em princípio, aceitar que você não tem certas qualidades, habilidades e determinados bens materiais. Isso é um paradoxo se submetido aos modelos mentais e atinge aqueles cuja fôrma já se dilatou o suficiente para que a inveja vaze. Nesse ponto, eles se sentem confiantes para justificar que a economia é um jogo de soma zero, pois se alguém é rico é porque alguém ficou pobre. Nada mais mesquinho!

A riqueza se acumula quando se têm produtos valorizados por alguém. Esse alguém se beneficiará do conforto daquele produto e quem vendeu ficará mais rico. Esse é o sistema capitalista, que tantos benefícios trouxe para as pessoas não só com relação a produtos e serviços oferecidos, mas também na geração de melhores empregos e salários.

Modelos coletivistas e igualitários só geraram miséria, escravidão, mortes e atraso por onde passaram, como em Cuba e na União Soviética. Para comparar os benefícios de um modelo e os malefícios de outro, compare a Coréia do Sul à do Norte. A primeira, pátria da Samsung e da LG, têm produtos indiscutivelmente importantes no dia a dia produzidos por uma sociedade rica e evoluída. Na segunda, o atual ditador acabou de atirar o tio aos cães tal como Hannibal Lecter fez porque o tio possuía uma Bíblia!

O medo da inveja alheia dificulta a iniciativa privada. Como as desigualdades não são toleradas, se alguém imaginar que seu sucesso será motivo de inveja por parte de seus vizinhos ou qualquer pessoa próxima, as realizações pessoais serão ínfimas e, por conseguinte, a evolução social também.

No filme Elisium, os atores Matt Damon e Wagner Moura, heróis da Esquerda Caviar, interpretam pobres e sofridos habitantes de uma Terra devastada. Eles tramam a invasão de Elisium, uma estação espacial habitada por pessoas riquíssimas, para forçar um suposto retorno da igualdade entre as pessoas. Pura ideologia acéfala e invejosa.

E aí vem a provocação: as pessoas não são iguais. Isso não está na natureza humana nem na infância. Todos, em algum momento, tornam-se conscientes de seu livre arbítrio e de sua individualidade. Não somos formigas programadas para trabalhar pela colônia. Somos singularidades que têm que trabalhar para si próprias da forma que acharem melhor.

As novelas materializam uma visão estereotipada da burguesia. Veem-se sempre empresários ricos que querem ficar cada vez mais ricos não importando os meios e pobres que não aceitam a riqueza dos primeiros e usam isso como justificativa para articular trapaças que visam tirar de quem tem.

Infelizmente, o público brasileiro demanda essas tramas esquerdistas de onde são paridos heróis com qualidades intelectuais e culturais inferiores, mas com profundo ódio pelos capitalistas e “amor” pelos excluídos.

Já pensou se fosse feita uma novela baseada nos valores liberais? Imagine personagens valorizados ou desqualificados por características individuais e não coletivistas ou ideológicas. Poderiam existir os seguintes personagens:

  • um empresário que, visando lucro, oferecesse emprego a muita gente e que aplicasse rigorosamente a meritocracia para promoções, demissões e aumentos de salário.
  • um político que fosse preso e permanecesse preso ao ser pego desviando dinheiro público.

  • um outro político que retirasse encargos e entraves à abertura de empresas e à livre concorrência e se livrasse do excesso de assessores e demais funcionários de gabinete inúteis.
  • um líder sindical que fosse preso e permanecesse preso ao tentar incitar uma paralisação.
  • um professor que ensinasse apenas a sua área de conhecimento e não ideologia esquerdista batida em sala de aula.
  • um aluno que valorizasse o estudo e entendesse que esse é o meio para vencer na vida e não a vadiagem e nem a revolta contra o “sistema”, a “sociedade” e “tudo que está aí”.
  • um jornalista chapa branca que fosse preso e permanecesse preso por calúnia e distorção de informações.
  • um jornalista isento que noticiasse apenas os fatos.

Qual é o problema dessa novela? Ninguém assistiria, pois reina entre o público o pensamento vazio do socialismo.

Referências

http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/socialismo/invidia-o-socialismo-como-a-idealizacao-da-inveja/

http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/cultura/a-inveja-dos-igualitarios/

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  1. Danillo Postatni Moreno
    14/01/2014 às 9:42 AM

    Excelente!

  2. Carol
    14/01/2014 às 12:34 PM

    Adorei o artigo Rodrigo, muito bom!
    Inveja é uma coisa realmente difícil de lidar, pode ser por coisas materiais, por coisas sociais, até mesmo inveja psicológica, algo do tipo “como queria ser igual aquela pessoa que é calma e tranquila” ou exatamente o contrário.
    E se aceitar como nós realmente somos também é difícil, falam que é o estado de verdadeira felicidade.
    Um dia chegamos lá 😉

  1. 31/03/2015 às 3:40 PM

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