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Migrando Para Linux

O Alexandre Simundi teve o mesmo problema que tive a pouco tempo. Sou programador Java a alguns anos, mas não utilizava Linux para desenvolvimento. Para o que eu fazia, Windows bastava. Claro que necessitava de algum conhecimento de sistemas Unix para poder acessar os servidores, fazer o deploy de versões de homologação de nossos softwares, configurar o servidor de aplicações, etc.

Precisei migrar por causa de um problema com a sub rede onde eu estava, pois havia perda de pacotes de dados. Passei a utilizar o Ubuntu 9 com Gnome. Muita gente prefere o KDE como interface gráfica, mas vou ficar com o Gnome por enquanto.

Ubuntu

Fig. 1 – Ubuntu

O primeiro problema dessa mudança era com relação às ferramentas de trabalho. Já sabia que o Eclipse para Linux era idêntico e que o Notepad++ poderia ser substituído pelo JEdit ou similar. No Windows, utilizava os navegadores Firefox e Chrome. Para Linux, testei o Chromium, mas parecia meio instável. Sendo assim, fiquei com o Shiretoko, que é o Firefox 3.5.

Meu maior problema era os procedimentos e ferramentas para compatibilização e teste de versões. Utilizava o TortoiseSVN no Windows, mas mesmo lá ele não trabalhava bem com o SVNMerge, então precisei abandoná-lo. Sei que há outros clientes SVN com interface gráfica, mas por enquanto vou ficar em linha de comando. Comecei a utilizar uma versão em Python do SVNMerge. Descobri que também há um VNCViewer. Precisava dele para poder me conectar aos servidores para testar a versão compatibilizada.

O mais interessante de tudo: não precisei alterar os procedimentos de merge! A planilha onde anoto os dados da compatibilização pode ser aberta no Open Office. O roteiro de merge, como disse, pode ser aberto no JEdit, pois é apenas um arquivo de texto simples. Agora estou até produzindo shell scripts para automatizar parte dos processos de compatibilização de branches e geração de versões.

A única mudança significativa em meu processo de desenvolvimento foi a necessidade de utilizar o VMWare, pois os casos de uso estão no Enterprise Architect. Como dispomos apenas do EA Lite, precisamos emular um Windows para instalá-lo. Não dá pra confiar na atualização da versão da documentação em HTML disponível em um diretório público na rede. Dos males o menor.

A atualização de pacotes com o Synaptic ou via linha de comando com apt-get é muito simples e o próprio SO baixa as dependências. Customizei bastante a interface gráfica utilizando o Avant e o Compiz. Descobri ou criei atalhos para o terminal e vários outros aplicativos que passei a utilizar. Também criei alias para comandos e links simbólicos.

Só pude avançar tanto e tão rápido porque um colega de trabalho se dispôs a me ajudar e esclarecer minhas dúvidas, que não eram poucas. Graças a esse e outros colegas, agora me sinto confortável trabalhando nesse ambiente. Estou gostando bastante do Ubuntu. Se possível, Windows nunca mais.

Fig. 2 – Windows Nunca Mais!

Fig. 2 – Windows Nunca Mais!

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  1. 26/12/2009 às 11:22 AM

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